‘Cabo’ Anselmo sabatinado

Em entrevista ao ‘Roda Viva’, da TV Brasil, ‘maior traidor da esquerda brasileira’ nega fatos históricos e até que sabia da gravidez de sua namorada, torturada e morta na ditadura.

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TC

Eu passaria batido nessa reestréia do Roda Viva com o delator “Cabo Anselmo” se o poeta Demétrio Diniz não tivesse me ligado, em cima da hora, para me avisar. Eu tinha me programado ontem à noite para iniciar a leitura de um livro dos vários que aguardam leitura na estante.

A minha sensação hoje é que perdi meu tempo. A entrevista não acrescentou nada de novo ao que já se sabia sobre as atividades do ex-marinheiro. Eu nem pretendia comentar o assunto aqui, mas como foi enfocado em vários veículos virtuais, resolver dizer alguma coisa também.

Achei os entrevistadores tímidos, algumas perguntas fracas, enfim, não gostei do resultado final do programa. Surpreendeu-me a frieza do delator, principalmente ao responder às perguntas sobre a morte de sua companheira Soledad, que estava grávida e ele entregou à ditadura.

Não mostrou arrependimento ou qualquer drama de consciência por nenhum dos assassinatos (falou-se em cerca de 200 durante o programa) que foram cometidos pela ditadura e que tiveram a participação direta dele como “cachorro” (assim eram chamados os delatores que serviam à ditadura de 64). A minha impressão é que ele sente orgulho do trabalho sujo que fez. Vade retro, Satanás!

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