“A quem chega por indicação da Veja, peço que não me leia”

Entrevista com o escritor Fernando Monteiro

Por Milton Ribeiro

O pernambucano Fernando Monteiro é poeta, romancista, dramaturgo, cineasta e crítico de arte. É autor, entre outros, dos romances Aspades, ETs., Etc., A Cabeça no Fundo do Entulho (ambos publicados pela Record) e O Grau Graumann (Globo). Aspades talvez seja seu livro mais importante. Premiado em Portugal — onde foi primeiramente lançado — e no Brasil, é um curioso romance que abarca vários gêneros para descrever a vida do imaginário cineasta português Vasco Aspades do Carmo. Já Grau Graumann tem como personagem principal Lúcio Graumann, um desconhecido gaúcho de Santa Cruz do Sul que foi o primeiro brasileiro laureado com o Prêmio Nobel de Literatura. Moribundo e ignorado, poucos o conhecem. A Academia Brasileira de Letras e os cadernos de cultura não têm o que dizer a respeito…

Muito mais conhecido é Monteiro. Ex-colunista da revista Bravo e atual colaborador do jornal literário Rascunho, da revista Continente, do Substantivo Plural e de outros veículos, costuma utilizar sua imensa erudição em comentários que discutem o Brasil e a produção cultural atual de uma perspectiva que foge ao usual e rotineiro.

É o que acontece nesta entrevista exclusiva concedida ao Sul21.

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Jornalista formado em 1984 pela UFRN. Trabalhou nos principais veículos de comunicação e assessorias de imprensa do RN. Foi professor da UNP, editou a revista PREÁ e coordenou o Concurso de Poesia Luís Carlos Guimarães. [ View all posts ]

Comentários

There are 4 comments for this article
  1. françois silvestre 29 de Agosto de 2011 16:26

    Para ler. Concordar. Discordar. Aprender. Indispensável!

  2. Emiliano Vargas 29 de Agosto de 2011 19:06

    Sempre achei o cinema de Wood Allen repetitivo como se fosse uma casa pré-fabricada, daquelas que o arquiteto só teve trabalho uma vez, e que por mais bonita e funcional que ela seja, cumprirá uma ideia enquanto se repetir, sua função circunstancial nunca terá a surpresa nem a beleza da arte.

  3. aldo lopes de araujo 30 de Agosto de 2011 11:53

    Esse induvíduo aí é um sábio. Excelente entrevista. Discordo um pouco do que ele diz de Suassuna, mas respeito sua opinião. Borges, de sua “zona de sombras” se dizia mais leitor do que escritor, todavia se beneficiava da própria cegueira, utilizando-a como pretexto para não ler os autores novos de seu país. Mas Fernando vive sob o sol pernambucano, é do batente e é contemporâneo de si mesmo. Dos autores referidos, não conheço Francisco Dantas, mas irei procurar os seus livros. De João Antônio, tive o prazer de ler “Malagueta, perus e bacanaço”. De Caio Fernando Abreu, eu colocaria numa antologia brasileira de contos, o “Sargento Garcia”, do livro “Morangos Mofados”. Extraordinário. Por aí dá para se avaliar a legitimidade das palavras de Monteiro. Valeu!

  4. Tácito Costa
    Tácito Costa 30 de Agosto de 2011 14:27

    Amigo, li os livros de Dantas. Recomendo todos. Comece por Coivara da Memória, considerado o melhor pelos críticos e leitores. Além de grande escritor é uma figura humana fantástica. O conheci aqui mesmo, trazido a Natal por Woden, quando presidente da Fundação José Augusto. Fiquei amigo dele e de sua mulher, a poetisa Maria Lúcia Dal Farra.

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