“Dançando as avessas” na Casa da Ribeira

Por Sandro Souza Silva

“Dançando as avessas” é um espetáculo resultante de uma pesquisa de Mestrado do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Corpo sem órgãos, loucura, transe, êxtase, dança às avessas e experiência limite são alguns dos temas tratados em uma encenação que mescla procedimentos do teatro, da dança e da performance. O universo paradoxal do corpo e da existência humana é apresentado utilizando-se da poética do escritor e encenador francês Antonin Artaud e da mítica hindu, com sua filosofia milenar.

Trata-se de um espetáculo solo, onde a cena é apresentada enquanto o espaço mítico da performance e, a partir da dança, é corporificado um jogo ritualístico no qual se destacam os fluxos de vida: da felicidade à agonia, do prazer à dor e da identidade à loucura. Esta encenação foi apresentada no Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo – UFRN, no I Circuito Regional de Performance Bode Arte, no Palco Gira Dança e agora no Projeto Cena Aberta 2011, da Casa da Ribeira.

Dias: 03 (sábado) e 09 (sexta feira) de dezembro de 2011

Hora: 20 h

Local: Casa da Ribeira

Ingresso: R$ 5,00

Informações: 91979874

FICHA TÉCNICA

Criação e atuação: Sandro Souza Silva

Dramaturgia: Sandro Souza Silva (Org.). Fragmentos de Artaud, Deleuze e Guatarri e Krsnadasa Kaviraja)Direção artística: Laurice Lucena

Desenho de luz: Sandro Souza Silva e André Luiz

Desenho de maquiagem e figurino: Laurice Lucena

Cenografia: Sandro Souza Silva

Operação de Luz: André Luiz

Operação de som: Chrystine Silva

Orientação cênico-investigativa: Teodora Alves

Músicas: I love dancefloor (Dimmy Kieer)

Hari Hari Bifale(Golokera Prema)

Cry Baby (Janis Joplin)

Bhaja Bhakta Vatsala (Golokera Prema)

Fotografia: Rodrigo Senna

Arte do cartaz: Anderson Leão

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lobo Errático 2 de dezembro de 2011 13:20

    Se quiserem, podem meter-me numa camisa-de-força
    mas não existe coisa mais inútil que um órgão.
    Quando tiverem conseguido um corpo sem órgãos
    então o terão libertado dos seus automatismos
    e devolvido sua liberdade.
    Então poderão ensiná-lo a dançar às avessas
    como no delírio dos bailes populares
    e esse avesso será
    seu verdadeiro lugar.”

    [Antonin Artaud. Para acabar com o juízo de deus.]

  2. Alex de Souza 29 de novembro de 2011 18:06

    porra, sensacional, sandrinho!

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