“Flores para Auta de Souza”

CAPA - AUTA DE SOUZANa contramão da febre de lançamentos de livros, que ameaça levar à concordata os leitores mais abonados, a escritora  Sônia Maria Fernandes Ferreira decidiu não fazer a tradicional noite de autógrafos para o seu  “Flores para Auta de Souza”. Quem se interessar já pode adquiri-lo na Livraria Siciliano do Midway, de livre e espontânea vontade.

“Flores para Auta de Souza” tem ilustrações em aquarela da própria Sônia, apresentação da jornalista Rejane Cardoso e primoroso projeto gráfico da Mariz Comunicação Integrada. ”E ela tenta captar essa magia em textos poéticos ou na diluição de matizes pastéis das suas aquarelas, tão femininas, tão sem idade”, diz Rejane Cardoso na apresentação.

Integrante da Academia Norte-riograndense de Letras, ocupando a cadeira que tem como patrono o poeta Gotardo Neto, Sônia Faustino, como é mais conhecida, já teve dez trabalhos seus publicados, entre os quais, “A Magia da Pipa”, “O Brasil em Busca da Modernidade” e “Ressonância”. Este seu novo livro presta homenagem a poetisa potiguar Auta de Souza (http://tinyurl.com/yc9j85s) – (1876-1901), autora de “Horto”.

Uma das inspirações de Sônia para escrever “Flores para Auta de Souza” veio dos versos do poema “Ars Poetica”, do escritor polonês e Nobel de Literatura de 1980 Czeslaw Milosz (1911-2004). O poema chegou às mãos dela através do poeta Paulo de Tarso Correia de Melo e começa assim.

“Sempre aspirei por uma forma mais ampla,
que não fosse nem poesia nem prosa em demasia
e permitisse a compreensão, sem expor ninguém,
nem autor nem leitor, a grandes tormentos.”

Os poemas de “Flores para Auta de Souza” são curtos e evocam a trajetória sofrida da poetisa nascida em Macaíba (irmã de Eloy de Souza e Henrique Castriciano, dois importantes intelectuais do estado), que morreu aos 25 anos de tuberculose.

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