“Somente os Loucos Amam”

O show “Somente os Loucos Amam”, terça-feira, 08, 20h30 na Casa da Ribeira, afina a parceria dos músicos Luiz Gadelha e Danilo Guanais com a escritora e cantora Cláudia Magalhães.

O show traz para o público canções inéditas que tratam dos limites fronteiriços entre e o amor e a loucura, ora suave, ora visceral, entrelaçadas com textos extraídos do livro “Paraíso Perdido” de Cláudia Magalhães, se revelando lírico e realista, romântico e brutal. Mauricio Motta assina a direção cênica e Willames Costa a direção musical. A banda é formada, além dos cantores Cláudia Magalhães e Zeca Santos, pelos excelentes músicos Willames Costa, Caio Padilha, Danilo e John Fidja.

SERVIÇO:
DIA: 8 de novembro (terça-feira)
LOCAL: Casa da Ribeira
HORA: 20:30h
PREÇO ÚNICO: R$ 10,00

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. Jóis Alberto 8 de novembro de 2011 11:06

    Tudo bem, Jarbas Martins, poeta – que às vezes, às voltas com porralouquices, parece ser um bicho-grilo de ‘estimação’! Aceito suas justificativas contemporizadoras e, inicialmente, me sinto no dever de lhe agradecer os elogios ao meu talento. Mas o fato é que seu comentário anterior parece ser uma insinuação maldosa à minha honestidade, isso parece! No entanto, se você assegura que não teve intenção de me ofender, não prestou atenção direito, etc, é melhor esquecer! Existem alguns fatos, contudo, que quero enfatizar: em mais de 30 anos de atividades literárias como poeta ou como jornalista – comecei como poeta, em 1978, aos 18 anos de idade, com posteriores incursões bissextas pela poesia; e jornalista em 1979, como revisor na “Tribuna do Norte”; e desde o início dos anos 90 sou jornalista profissional diplomado -, nunca fui acusado de qualquer desonestidade. Pelo contrário, quem me conhece sabe de minha capacidade, regra geral, para ser muito imparcial e lidar com os mais variados tipos de pessoas, temperamentos, idiossincrasias, ideologias, etc. Desse modo, como para mim a autocrítica não é nenhum tormento, se eu cometer algum erro, sou o primeiro a ter honestidade de reconhecer onde errei. Mas, tenho a consciência tranquila, de que durante todo esse tempo nunca fui desonesto com ninguém. No caso de Cláudia Magalhães se eu tivesse algo de pessoal contra ela, e fosse injusto ou desonesto, eu teria tido pelo menos duas oportunidades para agir com parcialidade e criticá-la: durante estreia de peça de autoria dela e, mais recentemente, em lançamento de novo livro. Talento para escrever esse tipo de crítica eu tenho – nem você ou ninguém duvide disso –, porém não o fiz nem faço, porque considero desonestidade intelectual misturar crítica de arte com eventuais restrições que, porventura, eu possa fazer a estilo pessoal de artista de trabalhar: o estilo marqueteiro, autopromocional, com relises em excesso enviados às redações, uso indiscriminado de divulgar o trabalho em redes sociais – enviar convites para amizades em facebook que, posteriormente, se acaba revelando um maldito spam e não autêntica amizade, e autenticidade parece não ser o forte dela, etc, etc. De qualquer modo, é bem melhor deixar o artista ou a artista trabalhar, mostrar seu trabalho… E é inegável que ela trabalha bastante: é escritora, dramaturga, blogueira, atriz, cantora… Aí é que talvez ocorra oportunidade de criticar, porque, na ansiedade em mostrar trabalho, em fazer divulgação nas mídias, em algum momento o/a artista pode não ser bem sucedido: é o caso do título polêmico desse show. Polêmico, porque teve gente que gostou! Eu não gostei, expliquei os motivos – considero clichê, etc – e, acho, que não apenas este site, bastante liberal e democrático, mas também a Constituição Federal, me garantem o direito à liberdade de expressão e de opinião, ok? Tudo poderia ter se resumido a uma opinião com poucas linhas, não fossem seus versos em que, ao pretender defendê-la, mais depõem contra ela, como citei no meu texto anterior, em versos! Assim, Jarbas Martins, se você afirma “que não negaria, amigo Jóis, nem o talento de Satanás, que já venceu Deus numa épica e divina peleja”…, recomendo mais cuidado quando pretender dar uma de advogado. Seja advogado de ‘santa’ ou advogado do diabo!

  2. Jarbas Martins 8 de novembro de 2011 8:42

    por partes, meu poeta irado de estimação.antes de conhecer a dramaturga-poetisa Cláudia Magalhães, a quem muito, muito admiro ( vimo-nos, apenas, duas vezes) eu já te conhecia.com todo o talento que Deus te deu. eu não negaria o talento (só por amor à arte) a ninguém. até a amigos e inimigos que não gostam dos meus versos. e cito aqui dois que não gostam dos meus versos: Nei Leandro e Moacy Cirne. nem por isso vou deixar de citá-los como os dois nomes mais importantes da nossa literatura, em toda a sua história. eu não negaria, amigo Jóis, nem o talento de Satanás, que já venceu Deus numa épica e divina peleja. por que, meu poeta e companheiro de tão ricas conversas pelas livrarias, esquinas e cafés, haveria eu de negar teu talento, amigo Jóis?. li mal teu comentário, não prestei atenção ou nao tomei conhecimento do que você dissera em comentário anterior. só. fica aqui o registro. faço aqui o reparo: os belos versos (quase um haicai) que eu me encantei não são da minha amiga, a talentosíssima Cláudia Magalhães. são do poeta, meu amigo e talentosíssimo Jóis Alberto.que tal um cafezinho à tarde na ADURN, poeta ?

  3. Jóis Alberto 7 de novembro de 2011 16:39

    Ei Jarbas Martins, poeta,/
    O verso-paráfrase/
    ‘Somente as lúcidas trepam/
    Com a mão na cabeça/
    Pra não perder o juízo’/
    Pode ser prosa ou poesia,/
    Porém são de minha autoria./
    Estão no meu comentário/
    Anterior e rimam com guizo!/
    (Os ‘guizos falsos da alegria’!,
    Verso da canção popular/
    Que vão aqui com simples aspa/
    Para ninguém insinuar/
    Que é roubo ou plágio…
    Defenda, sim, sua amiga,/
    Mas sem querer me caluniar!)/
    Eu poderia ter escrito/
    Que só as loucas trepam/
    Com a mão na cabeça/
    Pra não se perder o juízo!/
    Mas outro verso-paráfrase/
    Ou errata não é preciso/
    Para esse show ou peça/
    Criticar, porque esse título/
    “Somente os loucos amam”/
    É lugar-comum, clichê, sim!,
    É mais que isso: é chinfrim!/
    Putaria por putaria/
    Se brincar prefiro a de puteiro/
    Das Rocas, Igapó ou Alecrim./
    Quem sabe o ‘Chão de Estrelas’/
    Se ainda existir tal bordel,/
    Porque desde meados dos anos 80,/
    Vivendo e aprendendo,/
    Aprendendo na vida ou no papel,/
    Com poeta marginal ou de cordel,/
    Com fesceninos ou Glauco Mattoso,/
    Deixei de imitar Bukowski/
    Beats boêmios existencialistas…/
    Também não quero parecer disputar mulher/
    Como Bocage ou irmão Karamazov…/
    Seja honesta ou das que fazem michês/
    Tal qual pomba-rola que voou/
    Ou como pomba-gira que encarnou./
    Sempre que posso critico clichês,/
    Notadamente quando vem de artista,/
    Que faz carreira muito mais na base/
    Do compadrio e marketing pessoal!/
    Toda cidade tem suas ’Elisas Lucindas’/
    Ainda mais quando se acham lindas!/
    Ouriçam libidinosos velhinhos,/
    Hilários personagens rodrigueanos/
    Ou da Commedia dell´arte./
    Assim, confrade, ao dar uma de advogado,/
    Embora pretenda defendê-la./
    Seus versos mais depõem contra ela!/
    Gosto de boêmia autêntica/
    Daquelas como a de João Antônio,/
    Com Malagueta, Perus e Bacanaço…/
    Mas também não quero malhar por malhar/
    Seja do lumpen, classe ‘mérdia’ ou ricaços/
    Como se malha Judas natalense ou carioca,/
    Não quero ficar abraçado ao meu rancor!/
    Modo geral sou natalense pacato cidadão,/
    Mas como é boa a boemia com ginga e tapioca!/
    Se alguma escritora tem méritos e talentos,/
    Além de beleza e dotes físicos,/
    Que os mostre sem apelar tanto para relises!/
    Não precisa se recolher como Salinger/
    Nem como o grande Dalton Trevisan…/
    O bom malandro marginal artista poeta/
    Se faz com uma vida autêntica e mais discreta…/
    Já ensinava Kid Morengueira, esse bam-bam-bam!/
    Não vou nem falar de Bezerra da Silva/
    E outros poetas bons até na corda-bamba!/
    Porque beats punks ou vapor barato/
    Não precisam de muito dinheiro…/
    Graças a Deus – sem pressa,
    Sem fama, neons e letreiro!

  4. Jarbas Martins 7 de novembro de 2011 12:21

    beleza de comentário, José Saddock.publica esse comments em forma
    ,ou com o título de POESIA, porque é capaz de muito leitor apressadinho não prestar atenção à tua preciosa arte poética. abraço, amigo.

  5. Jarbas Martins 7 de novembro de 2011 10:47

    tou quase roubando um haicai, embutido no poema de minha amiga, poetisa e dramaturga Cláudia Magalhães: “somente as lúcidas trepam/ com a a mão na cabeça/ pra não perder o juízo”. e viva a arte de plagiar. plagiar, errar e blefar não são coisas pra todo artista, não. shakespeare, talvez,os latinos e gregos…

  6. Jóis Alberto 6 de novembro de 2011 20:33

    Como não ironizar o título/ “somente os loucos amam”?/somente com muita boa vontade/pra não ver que isso é clichê/perdão por me traíres! (Nelson Rodrigues!)/perdão por minha sinceridade/melhor seria um título com guizos:/somente as lúcidas trepam,/ com a mão na cabeça,/pra não perder o juízo!

  7. José Saddock 6 de novembro de 2011 16:28

    Somente os loucos percebem o sentido da irreverência e a importância da ousadia. Diante deles a realidade se curva e Deus chora.

  8. Marcos Silva 6 de novembro de 2011 14:06

    Gostei desse título. Suponho que seja genérico, como “Só louco”: homens e mulheres. E o preço é de banana (a centena).

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