“Trópico da Saudade – Lévi-Strauss e a Amazônia”

“ assim, combatidos e hesitantes durante toda a nossa vida, nós a terminamos sem ter podido açodar-nos conosco, e sem têrmos sido bons para nós nem para os outros” . Emílio (Rosseau)

“Mássimo Levy” viveu entre nós entre 1935-39 e escreveu de suas Saudades (do Brasil). Saudades do Brasil é um belo livro que fala dos índios Nambikwara, Caduveo e Bororós.

Ele vinha nos rastro dos escritos de Rosseau. Claude Lévi-Strauss escreveu um belo livro de viagem com muita poesia e melancolia “Tristes Trópicos”. Era assim como os estrangeiros nos viam: tristes!

Mas os índios eram muito alegres. No belo documentário “Trópico da
Saudade” são mostradas imagens raras colhidas por Lévi- Strauss. Imagens de uma inocência perdida. Apesar de algumas tribos já conhecerem a rede, os Nambikwaras dormiam no rés-do-chão ao relento. Algumas vezes em cima de uma esteira. Faziam fogo para se aquecer. Enrolavam – se entre si para se agasalhar.

Uma das imagens mais bela do documentário é quando aparecem os índios brincando. Brincando e fazendo amor. Gostoso.

Fazem amor ao relento sem se preocupar com o outro.

Ao serem alfabetizados riscam no papel uma linha ondulada. Assim se lhes parecia o que estava sendo ensinado. Os jesuítas acabaram com a rica cultura dos índios ensinando outras coisas e a ter medo, depõe um índio. Não, não somos tristes. Ta vendo, Paulo Prado!

Levi não conhecia a língua deles. Tinha um mais inteligente que fazia
uns croquis e roteiros para Levi. Se comunicavam numa língua entre o dialeto indígena e o português. E gestos.

Os Nambikwaras usavam Broches nasais emplumados, como adorno Muitos eram polígamos.

Entre os Caduveo as mulheres pintam o rosto e a boca num desenho em forma de flor formado de vários s. Belas pinturas que fazem da boca uma flor. Outras vezes a pintura ocupa todo o rosto.

A bela narração na voz do Carriere faz desse documentário um documento precioso da etnografia.

Saudades de Levi- Strauss. Descanse em paz meu amigo

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