Americanos e abecedistas na construção histórica de Natal

Por Roberto Cardoso

A presença e participação de times, na construção histórica e cultural de Natal. A cidade de Natal foi influenciada por diversos times, desde a sua criação e fundação. E algumas ocupações. Campos simbólicos, campos sociais, campos de batalhas, campos esportivos e campos culturais. Campos togados e acadêmicos.
PDF 525

A cidade de Natal ou cidade do Natal não importa, estas denominações sempre entrando em campo, são velhas brigas e influencias dos critérios da língua portuguesa, ou dos critérios de Cascudo, que batia o martelo, e apitava na cultura, com um conhecimento construído, respaldado e reconhecido pelo povo e por algumas academias, as que ele pertencia.

Na localidade ocupada e povoada de Natal/RN, o reduto e o campo de pesquisa cascudiano, a presença dos americanos teve grande influência e participação na construção histórica e cultural. Talvez o time mais marcante, depois da Holanda, conhecida como laranja mecânica, que entrou em campo, quando Natal era ocupada por times lusitanos. Os holandeses conquistaram e ocuparam uma estrela.

A presença e participação de índios, portugueses e holandeses deram início a formação cultural do povoado de Natal, o pontapé inicial. E outras influencias também desembarcaram; seja por mar ou pelo ar, os europeus aqui chegaram, desembarcaram e entraram em campo, participando de jogos ocupacionais e culturais. Os índios estavam fixados em terra, tentando fazer uma defesa, da cultura e de seu povo, como donos da casa e donos do campo, sempre aberto a times visitantes. Africanos e degredados participaram de uma logística, fora de campo, para os titulares entrarem em campo, na cidade com um trio de arbitragem, os que seguiram uma estrela guia.

Povos e times estrangeiros trouxeram malas e bagagens culturais, ao desembarcar com fome, e usufruir da comida local, que aos poucos foi sendo influenciada pelos temperos trazidos nas bagagens, e a mãos indígenas que mexiam os tachos, com toques e requintes locais, indígenas e ancestrais.

Uma das presenças e influencias mais marcantes deve ter sido a influência americana, que trocou o campo, por Parnamirim Feeld. Uma influência tão enraizada, que hoje entendemos como fato normal e comum, a presença de músicas estrangeiras, as americanas, nas rádios locais; com a diversidade de sanduicherias e tapiocarias, no modelo fast food, em ruas e esquinas, antes numeradas. E agora com as ruas e calçadas, sendo invadidas por festivais gastronômicos na modalidade truck food. A comida sobre rodas com critérios e exigências, de diversas secretarias esportivas, como as da saúde, as de mobilidade urbana, e as das rodovias. Cuidam da fiscalização como esporte, e por algumas vezes são arbitrarias, e usam do apito. Liberam as calçadas com rampas, e guias para deficientes visuais.
Outra grande influência para a descrição, a construção, e a formação da cultura local foi iniciada com o time ABC. Onde com os pés no chão, também se aprendia a ler. E o uso do ABC criou e facilitou novos textos para serem registrados como súmulas históricas: o uso do Aurélio na melhor descrição e uso das palavras; o uso da Bíblia, na compreensão dos dados e informações religiosas na cidade fundada. E o uso de Cascudo, com a descrição do povo e suas histórias, com práticas e usos culturais. A base fundamental e cultural com o uso do ABC: Aurélio, Bíblia e Cascudo.

Depois do ABC, chegou a oportunidade de outros sentados no banco, que agora são cadeiras. A vez do D, de Diógenes (da Cunha Lima), da academia, que muito aprendeu e estudou, com Cascudo. E depois de Diógenes vem Enélio (Lima Petrovich), com grande permanência no time do IHGRN, e com cadeira na academia, o time da ANL. E assim o ABC vem participando da construção histórica de Natal. E o abecedário de abecedistas vai sendo construído.
Outras letras podem ser citadas com nomes na academia, sentados em cadeiras privativas, e não em bancos, seguindo a sequência abecedista, com nomes para serem escalados ou escolhidos. E mais outros ainda, que possam ter sido esquecidos, ficando as incógnitas matemáticas de escalação com X e Y: Almino Afonso e Adauto da Câmara; Brito Guerra e Benício Filho; Carolina Wanderley; Dioclécio Duarte; Eloy de Souza e Edinor Avelino; Fagundes de Menezes; Gothardo Neto;  Henrique Castriciano e Hermógenes Filho; Isabel Gondim e Iapery Araujo; Januário Cico e Jurandir Navarro; Lourival Açucena e Leide Câmara; Manoel Onofre e Miranda Gomes; Nísia Floresta e Newton Navarro; Otto Guerra e Onofre Lopes; Pedro Velho e Pery Lamartine; Sanderson Negreiros; Tonheca Dantas e Tercio Rosado; Valério Mesquita e Vicente Serejo; Waldemar de Almeida. E chegamos ao final com Zila Mamede, com nome de biblioteca central na Universidade Federal – BCZM da UFRN.

E outros já vão treinando por fora do campo elitista, literário, cultural, intelectual e abecedista, tentado ser um dia um titular da academia. Estão ainda sentados em bancos esperando desocupar algumas cadeiras, e inclusive alguns já jogando em outros times: Francisco Martins, Keynesiana Macedo, Lívio Oliveira, Tácito Costa, Tomislav Femenick, Thiago Gonzaga, Woden Madruga e tantos outros.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

catorze + 19 =

ao topo