1 poema de Mallarmé

Enviado por Augusto Lula.

Mallarmé

A carne é triste, sim, e eu li todos os livros.
Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres,
Ébrios de se entregar à espuma e aos céus imensos.
Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos,
Impede o coração de submergir no mar
Ó noites! nem a luz deserta a iluminar
Este papel vazio com seu branco anseio,
Nem a jovem mulher que preme o filho ao seio.
Eu partirei! Vapor a balouçar nas vagas,
Ergue âncora em prol das mais estranhas plagas!

Um Tédio, desolado por cruéis silêncios,
Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços!
E é possível que os mastros, entre as ondas más,
Rompam-se ao vento sobre os náufragos, sem mas-
Tros, sem mastros, nem ilhas férteis, a vogar…
Mas, ó meu peito, ouve a canção que vem do mar!

Comentários

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  1. Jarbas Martins 24 de janeiro de 2011 18:52

    Oh, displicente Augusto Lula, de quem é essa tradução de Mallarmé, por você postada ? Tua não é ( falta o charme underground seu), poderia ser de um dos Campos (mas num dos alexandrinos o verso claudica horrivelmente).É obra psicografada? Por favor, diga-nos quem é o autor dessa tradução do grande Mallarmé.Outra coisa: porque não publicou também o poema no original?

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