10 perguntas para a escritora Cellina Muniz

1- Cellina Muniz, como surgiu a ideia de começar a escrever literatura?
Não foi exatamente uma ideia que surgiu assim, pronto, vou tentar fazer literatura… Aos poucos, com treze, quatorze anos, por aí, eu me meti a escrever umas historinhas no caderno do colégio. E os cadernos ainda hoje me acompanham.

2- Você tem quantos livros publicados até o momento?
Tenho três livros acadêmicos (“Nietzschianismos”, “Fanzines” e “Na tal cidade do humor”) e dois literários (“O livro de contos de Alice N.” e “Uns contos ordinários”). E tenho mais dois no forno a serem lançados ainda neste ano, oxalá!

3- Qual escritor, do passado ou do presente, você gostaria de convidar para um café?
Escritoras e escritores com quem eu tomaria um café, um vinho e outras milongas são muit@s: Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Rubem Fonseca, Lima Barreto etc. e tal… Mas por ter sido uma grande referência para mim, com quem inclusive cheguei a trocar cartas, alguém com quem certamente eu ficaria muito feliz em bater um papo seria Fernando Sabino.

4- Uma obra inesquecível?
Só uma? Ah, tanto livro cuja leitura foi marcante… Que tal “O Idiota”, do cabeçudo do Dostoiévski? Ou “O Falador”, de Mario Vargas Llosa? Ou “A Hora da Estrela”, de Clarice? Ou ainda “Furor Sobejo”, de Volonté?

5- Uma música?
Só uma também?! Gosto de tanta coisa, de Mozart a Raul, de Chiquinha a Luís Gonzaga… Mas já que é para citar uma, eu diria a de um nome da minha terra: “Ingazeiras”, de Ednardo.

6- Um lugar memorável?
O sítio da minha avó Maria Pinto Muniz, no pé da serra de Palmácia, Ceará. Mas Teotihuacán, no México, também foi um lugar fantástico de se conhecer.

7- Se um ET surgisse na sua frente e solicitasse: “Cellina Muniz, leve-me ao seu líder”, a quem você o levaria?
Eu pediria para ele me levar para dar uma voltinha na galáxia e ver estrelas enquanto eu lhe explicasse coisas como anarquismo, sociedade libertária e autogestão.

8- Em sua opinião, que tipo de Arte tem mais se destacado no Rio Grande do Norte na atualidade?
Apesar desses governantes fuleiros que se sucedem e que fingem promover a cultura no Estado e na cidade, a arte teima em resistir e por isso se destaca em todos os segmentos: grafite, audiovisual, literatura, música… Viva os artistas!

9- Você é professora da UFRN, como você consegue desfrutar da literatura em meio a tantas dissertações e teses para ler/orientar?
Calma aí, nem são tantos assim (rsrs). Oriento no momento dois doutorandos e três mestrandos. O sujeito tático sempre dá um jeitinho de ler/fazer literatura: no banheiro, na fila do Circular, no planejamento de uma aula, numa mesa de bar, a hora para a literatura é sempre agora.

10- Se pudesse recomendar um livro aos leitores, qual seria?
Ah, outra perguntinha sacana… (rsrs). Vou recomendar meus próximos livros então: “Notícias da Jerimulândia – a imprensa de humor em Natal na Belle Époque” e “Contos do Mundo Delirante”.

Escritor, pesquisador da literatura potiguar e um amante dos livros. Editor da revista da Academia Norte-riograndense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There is 1 comment for this article
  1. Artemilson 28 de Agosto de 2016 21:03

    Faltou perguntar: Quem é Cellina Muniz? E certamente ela diria: sou eu!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP