10 perguntas para o poeta Oreny Junior

1-Quais foram suas primeiras leituras?
Vidas Secas, Memórias do Cárcere, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Iracema.

2-Quando você percebeu que queria ser poeta?
Não cronometrei esse tempo, foi espontaneamente, sem aquela linha divisória de ser ou não poeta, sem saber o que era ser poeta.

3-Que leitura é imprescindível no seu dia-a-dia?
Dostoiévski, Guimarães Rosa, James Joyce (aprendi a gostar de Joyce, por intermédio de João da Mata, estudioso de Quixote).

4-Se pudesse recomendar um livro aos leitores, qual seria?
Crime e Castigo, Os Irmãos Karamazov, Grande Sertão, Veredas.

5-O que lhe dá mais prazer no processo de escrita?
Escrever, parir as palavras, esse conluio de versos, que me sangram.

6-Um livro inesquecível?
Os Miseráveis.

7-Qual escritor, do passado ou do presente, você gostaria de convidar para um café?
Dostoiévski.

8-Qual a sua maior preocupação ao escrever?
A minha preocupação antevê o início da escrita, do poema, do processo, em si, depois é só fluidez, as aparições e parições, aceitações e rejeições, “nunca mais, nunca mais”, parafraseando Poe. Muitas vezes, eu me preocupo após a escrita, por mais que eu não escreva para agradar, mas a permissividade do olhar do leitor. É uma explicação e compreensão desnecessária. Poesia não se explica, não se compreende. Não existe colonizadores, nem colonos.

9-Fale-nos um pouco do seu livro de estreia “Fórceps”.
Fórceps é um emaranhado de poemas, não selecionados, de forma aleatória, não temático, por mais que se tenha um estilo ou corrente. É uma concepção de um projeto que ansiei por muito tempo. Sempre escrevendo, postando e não focando no livro. Com a chegada a Natal, o projeto foi viabilizado e aquela necessidade de dizer, o tempo é este. Fórceps foi o método pelo qual eu nasci, fui puxado a ferro, um protesto ao nascimento e um sorriso à reclusão, ao meu silêncio, à introspecção. Fórceps é labuta, é o medo ou receio do amanhã, é solidão, saudade da infância perdida, a fórceps.

10-Quem é o escritor Oreny Júnior?
O poeta Oreny Júnior é um sujeito amigo, brincalhão muitas vezes, introspectivo também, solitário, uma pessoa que confia na outra pessoa, o humano acreditando no humano, independente do sistema ou regime. É um cara chorão, estoico, vibrante, preocupado com o amanhã. É um pai de família protetor da ninhada, querendo blindar os seus, com isso, sofro muito. Na elaboração do projeto Fórceps, sofri muito, querendo que o processo corresse, por não ter mais tempo a ‘perder’. Difícil me auto definir, mas é isso!

Escritor, pesquisador da literatura potiguar e um amante dos livros. Editor da revista da Academia Norte-riograndense de Letras. [ View all posts ]

Comentários

There are 2 comments for this article
  1. Anchieta Rolim 14 de Maio de 2016 16:18

    Valeu, Thiago! 10 perguntas e 10 respostas massa! Tudo DEZ! Salve, salve o grande poeta Oreny!

  2. Oreny Júnior 14 de Maio de 2016 18:12

    Grato, Thiago Gonzaga, pela entrevista e sempre disponível quando solicitado, muito obrigado!

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