10 questões fundamentais para se discutir a literatura potiguar

O ano de 2015 já se mostra abundante em publicações de autores potiguares. Eventos literários já há em bom número. O Festival em Pipa é responsável pelo período de maior ocupação na praia. A última Feira do Livro do Quadrinho (FliQ) atraiu 80 mil pessoas ao estande do evento, na UFRN. Novas editoras surgem e promovem novos autores. Editais voltados à literatura incentivam à sua maneira. Agentes de Leitura espalham dezenas de milhares de livros em municípios potiguares. A maior biblioteca do Estado será entregue totalmente modernizada, com acervo renovado e informatizado – assim se espera. São fatos incontestáveis que denotam produção e consumo pungentes.

Por outro lado, nenhum livro de autor potiguar é lido ou adotado na rede de ensino pública. Fato. Nem mesmo seu maior nome, Câmara Cascudo, é conhecido entre os alunos. Ainda resta pouco espaço reservado a esses escritores nas livrarias, justo pela pouca procura. Entre os livros mais vendidos estão biografias ou livros memorialistas. Os romances continuam, ao longo da história potiguar, em falta. Em uma visão mais abrangente, temos a quinta maior taxa de analfabetos do Brasil (dados do IBGE 2009) entre os Estados da Federação. E entre esses opostos está a pergunta: existe mesmo literatura potiguar?

Como se vê, a resposta é complicada. E recai ainda em outros fatores. Então, o blog montou 10 perguntas para se discutir os rumos da literatura potiguar. Vamos a elas:

1) Quem consome os livros potiguares?
2) Será que o seleto nicho de intelectuais e pseudo-intelectuais são representativos do abrangente conceito de consumidores?
3) Há distribuição efetiva das tiragens?
4) Há um público novo de leitores?
5) Qual a melhor forma de incutir os autores potiguares na comunidade escolar?
6) E se não há leitores e literatos conhecidos, há literatura local?
7) Quantos e quem são os críticos literários?
8) Sem crítica consistente, há literatura consistente?
9) A literatura potiguar possui identidade?
10) Possui ou precisa de alcance nacional para existir?

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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