2012

( poema com interferência paiviana )

.

Dois mil e doze
mil comprimidos calmantes
dois arrumados em um
doze apóstolos restantes.

dois pratos abarrotados
outros mil são vasilhames
dentro desses doze meses
tem dois mil e doze anos

mil fronteiras estendidas
dois lados são delirantes
doze doses já prescritas

mil templos demonizantes
dois deuses discordantes
doze partículas constantes.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. Nina Rizzi 15 de julho de 2012 10:30

    *A mesma sonoridade, segundo a minha leitura aos próprios ouvidos, of course.

  2. José de Paiva 14 de julho de 2012 21:24

    kkkkk parece com alguma coisa é Rolim??

  3. Anchieta Rolim 14 de julho de 2012 21:21

    Nina, Jarbas, François, Lívio e Jairo, que bom que gostaram. Sem palavras para agradecer tamanhos elogios. Paiva meu irmão,obrigado pela arrumada rsrsrs. Vocês são massa!!!!

  4. Nina Rizzi 14 de julho de 2012 15:41

    Tem a mesma sonoridades destes rizzescos, já publicados neste SP:

    amor, i

    três mil milhas de fuga.
    quinhentos e vinte e sete
    milhares de cigarros
    tantos fum(ad)os,
    bitucas espalhadas.

    inúmeros gozos no banheiro
    que me provoca asco.
    todas minhas obras
    borradas em papel
    – higiênico,
    ao invés de body art.

    poeira assentada sobre
    a improvisada mobília.
    o lixo devida e mente separado

    : como não dizer
    que é tudos belo?

    amor, ii

    milhares de cilindradas
    freadas.

    todos bitucas não industrializados
    num arranque partilhados.

    um sem-fim de noites-recipiente
    : preservados meus gozos em
    fingimento. desinteresse.
    arte corporal, caricaturas, escrivinhamentos
    perdidos.
    tudos borrados que me falta o papel
    higiênico.

    a rotina pintada
    sobre minha mente
    mente.

    tanto lixo esparramado
    : como não dizer
    que tudos passa?

    amor, iii

    uns três mil quilômetros de saudades.
    todos tabacos por fumar
    e não fumar
    e não comer
    e ficar “dançada”.

    infindas noites zumbi(z)ando
    manteigas. tangos.
    o corpo pintado a boca-mão
    – eu, musa e papel
    suada, borrada,
    miscigenada aos lençóis e
    pelos-pele.
    eu bailarina giro-luas.

    anelos impregnados
    por todos dedos-cantos
    fados.

    o lixo interrompido pela melo-dia-voz
    : como não dizer
    que tudos quero?

    Abraços, rapazes.

  5. Jarbas Martins 14 de julho de 2012 15:36

    E com a interferência da milenarísima escrita numerológica, estudada por Curtius. Parabéns, Rolim.Eu incluria,em minha antolgia “14 versus 14”, este lúdico soneto (na verdade um parassoneto), ao lado dos que inventivameente Jota Mombaça, Nei Lenadro e Joís Alberto escreveram.

  6. François Silvestre 14 de julho de 2012 15:31

    Esse poema tem a beleza da dúvida, que delira e descobre. Lembro de Luiz Cardoza y Aragón: “A poesia é única prova concreta da existência do homem”.

  7. Lívio Oliveira 14 de julho de 2012 14:47

    Anchieta, se tem algo que me alegra neste sábado triste é esse poema que você trouxe ao SPlural. Gostei, mesmo. Parabéns.

  8. Jairo Lima 14 de julho de 2012 12:42

    Ei, Rolim, legal, valeu demais.

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