3 filmes

Comecei ontem à noite e acabei agora de assistir “Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas” (foto). Comprei o DVD porque na capa informa que ganhou a Palma de Ouro em Cannes no ano passado. Pra começo de conversa confesso que usei, em alguns momentos, o botão que apressa a exibição. Filme esquisitíssimo e de uma lentidão exasperante.

A direção é do tailandês Apichatpong Weerasethakul. Fui no Google checar o que se falou desse filme e logo no primeiro link aparece o texto assinado por Fred Burle “Vencedor de Cannes, Tio Boonmee é para amar ou odiar” (aqui). Parei minha pesquisa por aí, certamente se continuasse encontraria quem gostou muitíssimo do filme. Eu me incluo entre os que não gostaram.

Impressões diferentes tive de dois outros filmes que assisti no meio da semana passada, “Um doce olhar” e “Cerejeiras em Flor”. O primeiro ganhou o Urso de Ouro (melhor filme) no Festival de Berlim de 2010. É dirigido pelo cineasta turco Semih Kapanoglue e marca a última parte da trilogia do cineasta, formada por Yumurta (que em português singifica Ovo), Süt (Leite), e Bal, que quer dizer mel, traduzido para “Um Doce Olhar”, em mais uma extravagante tradução de título de filme para o português. Título de melodrama, do qual o filme está muito longe.

Quem flerta mesmo com o melodrama é “Cerejeiras em Flor”, da diretora alemã Doris Dorrie. Enquanto “Um doce olhar” é um filme de contenção, com poucos diálogos, mas de uma sensibilidade refinada, “Cerejeiras…” tem alguns momentos de excesso, que prejudicam o todo. A diretora poderia ter cortado uns 20 a 30 minutos (tem 2 horas de duração) que o deixaria mais interessante.

“Tio Boonmee…” é sobre… a morte? Espíritos que aparecem? mitos tailandeses? Complicado até pra gente dizer do que trata o filme, parece-me que cada um tem de fazer sua viagem na história. “Um doce…” – o melhor dos três – trata da infância. E “Cerejeiras…” aborda as complicadas e minadas relações familiares. (TC)

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