30 discos fundamentais que estão completando 30 anos e mudaram toda uma geração

Por GEORGE MENDES, no MUSIC NON STOP

Depois de fuçar alguns sites, consultar minha estante, engolir uma boa dose de mofo (mas valeu a pena), venho atirar pra vocês meus 30 discos favoritos de 1986. Apenas 30 aninhos atrás!

Lembrando que esta lista é didaticamente pessoal e, claro, tinha muito mais coisa pra compartilhar. Cheguei ao ponto de selecionar 86 discos, mas como só deveria postar 30 (pra ornar com os 30 anos), a lista se reduziu a esses clássicos que ajudaram a formatar as mentes de toda uma geração. Eis.

1. The Smiths – The Queen is Dead
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A lista tinha que começar assim: rock, lágrimas, nostalgia, titio Morrissey… o que falar do mais icônico álbum dos Smiths? Fora as clássicas There Is a Light That Never Goes Out, Some Girls Are Bigger Than Others, The Boy with the Thorn in His Side e Bigmouth Strikes Again ainda tem meu hino pessoal: I Know It’s Over (me jogo no chão até hoje quando escuto).

2. Talk Talk – The Colour of Spring
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Foi o álbum de estúdio mais vendido dos ingleses e bem mais pop e acústico que seus antecessores. Já pula pra ouvir Hapiness is Easy e Life’s What You Make It e sente a essência. Depois se joga no disco todo, que vale muito.

3. Depeche Mode – Black Celebration
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Uma das minhas favoritas ever do Depeche esta neste álbum, Fly On The Windscreen. Aqui também tem Stripped, que resume toda a aflição dos obscuros anos 80, e a balada pra chorar lembrando de algum fora levado na adolescência por um amor não correspondido. Question of Lust.

4. Madonna – c
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Madonna reapareceu toda platina, já meio fitness e cantando True Blue toda trabalhada nos anos 60. Tem como não cruzar a sala fazendo o mesmo passinho do clipe? E tome mais hits: Papa Don’t Preach, Open Your Heart, Las Isla Bonita e, para dramatizar, Live to Tell.

5. Prince & The Revolution – Parade
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Um disco que tem Kiss não precisa de mais nada. Talvez a trindade de Prince (junto com Purple Rain e When Doves Cry). Prince é conhecido por não deixar byte sobre byte de seu legado solto na internet, por isso o vídeo meio uó, que deve ser removido em breve, aliás.

6. Pet Shop Boys – Please
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Aqui fica complicado separar joio do trigo (ate porque só tem trigo mesmo!) e mostrar pra vocês. Mas vamos de West End Girls, lembrando que o disco ainda tem Opportunities, Love Comes Quickly, Suburbia e uma das baladas mais lindas do PSB, Later Tonight.

7. New Order – Brotherhood
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Falar do Brotherhood, um dos melhores discos do New Order, é falar de Bizarre Love Triangle, uma das melhores músicas de todos os tempos.

8. A-Ha – Scoundrel Days
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Apesar de estar cheio de hits pra lá de pop como Scoundrel Days, I´ve Been Losing You e Cry Wolf, a música que automaticamente escuto até hoje deste álbum é October, pra mim uma pérola e a coisa mais linda que eles já fizeram.

9. Cocteau Twins – Vicotorialand
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Se você quiser se aprofundar no Cocteau Twins, já clica aqui e leia a matéria que fizemos sobre o conjunto da obra desses escoceses. Do álbum Victorialand, a dica é ir direto para Throughout The Dark Months Of April And May.

10. The The – Infected
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O disco anterior deles, Soul Mining, de 83, é meu preferido, mas como estamos em 1986, direto do túnel do tempo, separei a musica-título do álbum, que dancei muito na época. Uma coisa rock querendo ser new wave.

11. Queen – A Kind of Magic
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Não precisa falar do Queen, né? Melhor a gente já saltar pro clipe lindo de A Kind of Magic e depois fazer lynpsiyc dramático com Who Wants to Live Forever.

12. The Cure – Standing On a Beach
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Tem gente desavisada que acha que essa coletânea de singles é um álbum. Mas como eu emprestava esse vinil pra todos meus amiguinhos escutarem, ele, não apenas pra mim, mas pra muita gente, virou um “álbum”, propriamente falando. Entre os muitos hits, In Between Days é atemporal, não enjoa e emociona até hoje.

13. Kate Bush – The Whole Story
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Nunca um título foi tão bem dado a uma coletânea. Toda a história de Kate está aqui contada com detalhes de hits e esquisitices. Sempre apresente esse álbum para os amigos mais desavisados, afinal Kate não é algo fácil de assimilar. Mesmo quando você escuta os hits eternos de FM como Babooska que é de 1980 ou Wuthering Heights, de 1978.

14. The Housemartins – London 0 Hull 4
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As má línguas dizem que eles não passam de um xerox colorido dos Smiths – pior é que lembra demais, até a voz parece clonada. Mesmo assim eles conseguiram sucesso e marcaram sua estrela no tempo da música com Sitting On a Fence, Flag Day e com o superhit Build, que no Brasil foi apelidado na época de Melô do Papel. Curiosidadezinha: o baixista da banda era um tal Norman Cook, que depois ganhou o nome com seu nome de DJ: Fatboy Slim.

15. Cyndi Lauper – True Colours
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Quando você lê o titulo desse álbum, imediatamente a música-título parece ofuscar o resto do disco. E muitos se esquecem da maravilhosa Change of Heart. Mas, ok, a gente vai colocar True Colors aqui.

16. Siouxsie & The Banshees – Tinderbox
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Atenção amiguinhos góticos suaves, góticos coloridos, rockeiros e toda essa turma do cajal e da gola rolê: se você não tem esse disco em casa, por favor, vire fã da Joelma (ex-Calypso) e pare de fazer a hypster-fake. Preciso desenhar com essa música e esse clipe o resto do álbum?

17. This Mortal Coil – Feligree and Shadow
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O segundo álbum-projeto de Ivo Watts-Russel, dono da gravadora 4AD, misturando seu casting de artistas é mais sombrio e dark que a própria capa e título disco. The Jeweller é quase uma peça clássica na voz de Dominic Appleton e ela volta a encantar em Tarantula.

18. Talking Heads – True Stories
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True Stories é a trilha do filme homônimo lançado por David Byrne, cabeça do TH, com John Goodman no elenco. Tem faixas que se tornaram clássicas, como Wild Wild Life, uma das minhas músicas favoritas da banda. O disco é lotado de preciosidades, que o fazem merecer estar em diversas listas de melhores discos do século passado.

19. Kraftwerk – Electric Café
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Dá até medo de falar algo de Deus (rs). Este álbum é praticamente nonstop (sem intervalo) e talvez o mais dançante álbum original do Kraftwek. É um tiro atrás do outro: Boing Boom Tschak, Music Non Stop (olha de onde veio o nome do site), Sex Object (um orgasmo mental). Melhor ouvir o álbum todo na sequência, né?

20. Eurythmics – Revenge
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Se Annie Lennox abre a boca, só nos resta ouvir e apreciar. Missionary Man, Thorn In My Side, When Tomorrow Comes e a baladíssima The Miracle of Love.

21. Duran Duran – Notorious
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Eu sempre achei o Duran Duran os primos pop rock do Pet Shop Boys, numa escala mais fashion, glam e mais chiclete. Destaques pra Notorious e A Matter of Feeling. Vai aqui o disco completo pra você escolher a sua favorita.

22. Tina Turner – Break Every Rule
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Confesso que Typical Male é um das minhas músicas favoritas da Tina. Mas este disco inteiro dela acho antologicamente pop e delicioso. É muito hit junto!

23. Everything But the Girl – Baby The Stars Shine Bright
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Juro que nessa época eu confundia EBTG com o Swing Out Sisters (quem não se lembra de Breakout?) – será culpa do cabelinho chanel da Tracy Thorn? Só sei que amo a fofura deles neste álbum, em especial Don’t Leave Me Behind

24. The Communards – Communardsc
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O primeiro álbum deles é um clássico do synthpop gay mundial. Jimmy Sommerville (ex-Bronski Beat) regrava magistralmente Don’t Leave me This Way, clássico da era disco by Thelma Houston. E ainda tem música pra soltar seu lado kitch-erudito, La Dolorosa e pra extravasar sua porção árabe, So Cold the Night.

25. It’s Immaterial – Life’s Hard and Then You Die
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Vá direto pra Space, que foi hit underground na boate mais incrível que Recife já teve (e eu frequentei) um dia: a Misty. Quem passou por lá, com certeza ouviu essa música no início ou final de noite. O álbum todo é incrível, principalmente a folk-pop Driving Away from Home.

26. Clan of Xymox – Medusa
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O álbum clássico da darkwave Medusa não poderia ficar de fora dessa lista. Vista seu modelito preto e apague a luz da casa…

27. David Bowie & Trevor Jones – Labyrinth
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A trilha de Labirinto é praticamente mais um álbum de Bowie. Separamos aqui a lentinha de morrer de amor do álbum e do filme do qual Bowie era vilão – mas não tinha como não se apaixonar pelo malvado Jareth.

28. Grace Jones – Inside Story
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A Deusa de Ébano da era disco saltou chiquérrima pros anos 80 com I’m Not Perfect but I’m Perfect for You e a deliciosa Victor Should Have Been A Jazz Musician.

29. Phillip Glass – Songs from Liquid Days
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Uns não o consideram um músico clássico, só por misturar instrumentos acústicos e eletrônicos, mas se você ouvir Freezing, com vocais de Suzanne Vega, ou Forgetting, com letra de Laurie Anderson e vocals de Linda Ronstadt, por favor, me diga então em que gênero daria pra classificar essa maravilha?

30. Laurie Anderson – Home of the Brave
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Fechando a lista com esse disco inclassificável: eletrônico? Rock? Pop? Só sei que ouvi muito Smoke Rings e Laurie falando um espanhol de telecurso por correspondência e a poética Language is a Virus.

Agora a gente aqui no Music Non Stop lança o desafio de acrescentar seus discos favoritos de 1986 aqui nos comentários, porque, mais do que uma mera lista pessoal, queremos mesmo é compartilhar boa música. Vamos lá fuçar a estante ou o hd? Vale qualquer estilo, desde que seja um disco de 1986.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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