5 perguntas para… Gilson Matias!

José Gilson Matias Barros é mais um nome cotado para assumir o lugar de Isaura Rosado. Talvez o mais provável. Os outros dois nomes cogitados pelo PT para a pasta são Rodrigo Bico (já personagem desta seção) e Fábio Lima, que disse só falar após definição do partido. Gilson Já foi chefe de Gabinete da Fundação José Augusto antes de assessorar a deputada federal Fátima Bezerra. Sabe os meandros e as dificuldades da pasta. E para melhor entender a máquina da cultura, comanda hoje a regional do Ministério da Cultura, dominada, nos últimos anos, por pernambucanos. Nesta quarta seção de ‘5 perguntas’, o leitor encontrará um discurso extremamente político e cuja palavra “Diálogo”se repete em todas as respostas. Confiram!

Caso convidado, você deixaria o comando da regional do MinC para assumir a Secretaria de Cultura do RN? Caso não assuma, qual nome você indicaria?
Entendo o cargo como fruto de diálogos entre pares da base aliada ou da governabilidade. Em 2012 ocupei o cargo de coordenador da mobilização nacional pela educação, em Brasília. E com exatos 6 meses declinei para ocupar esse desafio ou missão na chefia da representação regional do Ministério da Cultura, em Recife. Estou para o partido. É preferível elencarmos critérios para estabelecer um perfil de quem assumirá a pasta. Cito alguns critérios: capacidade de aglutinação, sensibilidade ao fazer cultura, ousadia, disponibilidade e disposição para chegar a mais longínqua comunidade do Estado, diálogo permanente com os servidores da casa, diálogo com os artistas, produtores.

Dois nomes são cogitados para o Ministério da Cultura: Chico César e o ex-ministro Juca Ferreira. Qual você julga melhor para o cargo e em qual situação você fica se algum deles realmente assumir?
Sou fã número 1 de Chico César e mantemos um bom diálogo institucional. E, quando estivemos na Fundação José Augusto, estabelecemos um diálogo permanente com o Juca Ferreira e que se estendeu a toda equipe da gestão. Há outros nomes, como a atual ministra interina Ana Wanzeler, Angelo Oswaldo, Marcos Aurélio Garcia, deputada Jandira Fegalli, deputada Maria do Rosário. Ainda continuo defendendo a formatação de um perfil e que seja disponibilizado para a presidenta.

Qual sua avaliação da gestão de Marta Suplicy? Onde ela pecou mais?
“Não existe pecado abaixo da linha do Equador”. Do Gil a Marta todos procuraram fazer com que a cultura estivesse na pauta do dia. Mas, a ministra Marta conseguiu um bom diálogo com os parlamentares e aprovar processos, ora engavetados, como o Sistema Nacional de Cultura, o Vale Cultura, a PEC da música, lançar vários editais exclusivos, ampliar o diálogo com a diversidade cultural e mais.

O que de melhor foi feito e o que falta fazer na sua gestão do MinC NE?
Reestabelecer o diálogo com os servidores e gestores culturais do Nordeste. Não medimos esforços para marcar a presença (do MinC) de Alagoas ao Maranhão e cada vez mais aprofundar o sentimento de regionalidade. Como somos um gabinete descentralizado, dependerá das diretrizes traçadas pelo novo gestor da pasta em Brasília.

Você tem acompanhado a gestão cultural do RN? O que julga prioritário para o próximo gestor?
Urge estabelecer uma política estruturante para o Estado, com a aprovação das leis que ora se encontram na Assembleia Legislativa, como forma de possibilitar uma política de Estado; além do diálogo permanente com os artistas e demais fazedores de cultura.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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