5 perguntas para… Isaura Rosado!

Isaura Rosado é inquieta. Isso ninguém nega. Se há vaidades em ocupar o topo de uma secretaria, a da “titia” Isaura vai além. Mas é uma vaidade positiva, de quem gosta de ver resultados, de fazer acontecer. A professora atravessou as gestões de Wilma, Iberê e Rosalba. E pronto. Se alguém cogitava sua permanência na próxima administração, na cota devida a Betinho Rosado, a própria secretária nega nesta segunda entrevista da seção “5 perguntas para…”. Estipula ainda uma nota para sua gestão e sugere um nome para ocupar a pasta, fora de todos os nomes cogitados até o momento. Confiram!

– A senhora permanece ou deseja permanecer como secretária de cultura?
Nem permaneço nem desejo permanecer. Nem é justo. Agora é novo governo, com suas características. Faz parte do jogo democrático que outros prestem sua colaboração. Vou tirar férias sem planos para o depois. Mas dificilmente ficarei parada; não é de meu temperamento.

– Uma nota, de 0 a 10 para a sua gestão.
Sete passa por média, ne? Então baixe mais um pouquinho (risos). Mas com as condições que eu tive até fiz bastante coisa. Destacaria a política de editais: de apoio financeiro, de livros, de cordéis, de ocupação de espaço… Foi muito importante. Todas as concessões foram feitas de editais – uma forma democrática. Os recursos saíram do perímetro de Natal e Grande Natal, abrangendo mais da metade do Estado. Quando uma quadrilha junina de Alexandria seria beneficiada, por exemplo? Destacaria também as publicações, com 117 títulos, incluindo livros, cordéis e a revista Preá; publicamos desde os clássicos à gente nova. Tudo isso eu aponto como positivo.

– O maior feito e onde a secretaria pecou mais?
Olha, foi a valorização da cultura popular. Em todas as ações, editais, publicações, festas, celebrações, levamos na frente a cultura popular. Pecamos mais porque tivemos muito pouco dinheiro. A cultura é muito sofrida de recursos. Mesmo assim executamos R$ 5 milhões com recursos federais. A gestão anterior executou menos da metade disso.

– Faltou apoio do Governo do Estado?
Não faltou apoio. Faltou foi dinheiro do Governo. Faltou geral. Mas a Educação, por exemplo, tem 25% de investimento assegurado na Constituição. Como não temos nenhum percentual fixo ou recurso determinado, sofremos mais.

– O novo secretário será do PT? Qual nome a senhora indicaria?
Será? Acho que o PT terá tantas secretarias importantes, como a Educação, que eles poderiam colaborar mais. Mas esses nomes já falados pela imprensa são muito bons: Josenilton Tavares, Gilson Matias, Rodrigo Bico… Mas uma pessoa que sempre acho que pode dar uma colaboração importante é Vicente Serejo. Na imprensa, gosto muito de você, de Tácito (Costa), de Yuno (Silva). São pessoas com visão muito crítica e que poderiam inverter posições (risos). Mas olha, quem chegar vai herdar R$ 27 milhões assegurados à cultura. Tem 18 milhões do PAC das Cidades Históricas, 6 milhões no RN Sustentável, para instalação do Planetário, 2,2 milhões para conclusão do Teatro de Mossoró e uns quebrados para complementação da Biblioteca, afora mais 1 milhão da Petrobras que não desisti, para a Pinacoteca. E tem a Rampa, que somos intervenientes. É uma contribuição grande para o próximo governo. Se puder correr atrás desses recursos, não perde nada!

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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