5 perguntas para… o prefeito Carlos Eduardo Alves

O que ouço e leio é que Djalma Maranhão revolucionou sua gestão não só pelo método educacional de Paulo Freire, mas também no aspecto cultural. Com incentivos variados, sobretudo ao folclore. Acredito que o Cadu Alves tem marcado sua administração também nesse viés. Não só com obras estruturais, a exemplo do Parque da Cidade, do Espaço Chico Miséria e do Museu Djalma Maranhão, mas também pelo lançamento e incremento de editais e, claro, pelo carro-chefe: o Natal em Natal. E talvez o mais robusto projeto incluído na vasta programação do evento seja o Festival Literário de Natal (Flin). Este blogueiro inaugura agora a seção “5 perguntas para…” com o prefeito Carlos Eduardo Alves. Conversa informal sobre o Flin, no próprio pátio do Festival, sobre o sonho de trazer Chico Buarque e preferências literárias do capitão-mor desta capitania.

Crescimento visível entre as duas edições do Flin. Até onde vai parar?
Acho que ele já atende a expectativa da administração da Secretaria de Cultura. Evidentemente não devemos nos acomodar. Estaremos atentos a cada ano para trazer mesas (de debate) melhores. Essa é a preocupação. Mas esse formato de três dias, com variados temas, já atende bastante. Fiquei surpreso com o que vi ontem aqui; superou todas as expectativas. E hoje à tarde foram mais de 300 estudantes da escola municipal. Então, acredito que o Festival não pode é esmorecer, perder esse ritmo dinâmico, que desperta a curiosidade à leitura.

Uma crítica construtiva do próprio prefeito.
Francamente, eu tenho apenas sensibilidade cultural; não sou do ramo. Mas creio ter atendido a todos os gêneros literários. De toda forma, estamos abertos às críticas… (aproveito e pergunto da cultura popular). Aí você toca num assunto… pode ter sido. A cultura popular pode ser uma lacuna a se preencher no Festival.

Quem o prefeito quis trazer e não conseguiu?
Quando voltei à Prefeitura, eu tinha como meta resgatar esse festival literário. E tínhamos três metas para ele: Caetano Veloso, que trouxemos ano passado, Gilberto Gil e Chico Buarque. É um sonho de consumo muito saudável, ne? (brinca). Estamos no encalço deles. Quero ver Chico Buarque aqui no próximo ano.

Qual o livro de cabeceira hoje?
Estou lendo Mariguella (‘Mariguella – O guerreiro que incendiou o mundo’, de um dos convidados do Flin, Mário Magalhães). Muito interessante. Retrata a história do Brasil, até, e a vida de um idealista, de um homem de coragem cívica, que hoje não se encontra mais. A despeito de eu não ser comunista, admiro o idealista, as pessoas de espírito público, audaciosas, como foi Carlos Mariguella.

Melhor autor e o melhor livro para o prefeito?
Olha, eu já li muita coisa boa. (pensa) Vou ficar com o último: ‘O Vermelho e o Negro’, de Stendhal. Foi um romance que quase não consigo parar de ler. E li agora uma biografia de Leon Tólstoi, fantástica, que conta muito também da literatura russa. Mas de fato O Vermelho e o Negro foi o que me deixou insone (risos).

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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