Sim, o material “sumiu” da Fortaleza dos Reis Magos

Resposta do superintendente do Iphan-RN:

Informo a vossa senhoria que os materiais a que se refere sua matéria são peças expográficas, réplicas, manequins, vestimentas e painéis, desprovidos de qualquer valor histórico e que foram produzidos para a Fundação José Augusto para serem expostos no Forte dos Reis Magos. Trata-se portanto de propriedade da Fundação José Augusto que lhe dá o uso que julgar oportuno e conveniente.
Lamento que vossa senhoria não se tenha dado ao trabalho elementar de confirmar junto ao Iphan a informação recebida, criando uma manchete sensacionalista que sequer é confirmada no corpo da ‘notícia’.
Aproveito esta mensagem para sugerir também, posto que vossa senhoria sequer se dá ao trabalho de aprender que há atribuições distintas para as três esferas da administração pública do Brasil, que não se dê ao trabalho de incomodar o prefeito da cidade com um assunto que, ainda que fundamento tivesse, não seria de sua alçada.
Respeitosamente
Onésimo Santos

Do blogueiro: Caro Onésimo, primeiramente devo esclarecer que liguei, sim, para o Iphan-RN. Mas era sábado e eu já suspeitava a inutilidade da tentativa. Publiquei assim mesmo. Até porque em outras oportunidades tentei falar com o senhor, para outros assuntos, e o senhor nunca quis esclarecer nada. Parece não ser muito afeito à mídia.

Segundo: a resposta dada acima não responde a questão levantada. A professora Isaura Rosado disse ter oferecido ao Iphan o material para permanecer exposto e a instituição recusou. Em nenhum momento disse que o material era de propriedade do Iphan. E haja vista reclamação de um visitante que levou um casal londrino para ver o material, é porque a exposição deve fazer alguma falta.

Terceiro, a reclamação já enviada ao prefeito não me diz respeito. Foi desse visitante! Sou jornalista há 10 anos e julgo desnecessário informar meu conhecimento das três esferas inúteis de poder.

Quarto, peço que o senhor releia o texto e verifique o dito: o material sumiu, sim, da Fortaleza. Por rejeição do Iphan-RN. Mas se encontra muito melhor aproveitado em uma exposição no Museu Câmara Cascudo. Sugiro que o senhor vá lá conhecer.

Passar bem!

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