7 fatos que parecem piada na cena cultural natalense

Natown é cidade bela, riquíssima em sua cultura popular, repleta de talentos em todas as artes. Mas há fatos do cotidiano local dignos de piada. O blog selecionou 7 deless, de última hora, só para catalogar este pequeno registro, simbólico, do dia-a-dia cultural da capital potiguar.

1. Livrarias fecham ou sobrevivem com atividades que não a venda de livros. É cômico. Enquanto a quantidade de publicações em Natal só cresce. Um paradoxo triste para a bibliodiversidade e que vai na contramão da pesquisa da Associação Nacional das Livrarias que aponta um mercado promissor do livro. É como se a vaidade de publicar um livro, por aqui, supere a vontade de ser lido.

2. Uma Sociedade chamada de ‘Amigos do Beco da Lama e Adjacências’ cuja diretoria é cheia de inimizades. Ou que provoca inimizades. Chega a ser hilário, para não dizer triste.

3. A Idearte ser considerada a melhor produtora de eventos do ano, com tanta gente produzindo tanta coisa linda. A empresa pertence ao produtor Amaury Jr, que saiu escorraçado da Funcarte, na gestão Rodrigues Neto e teve seu projeto junto à Unimed Natal, Grandes Shows Musicais de Natal, suspenso por suspeita de desvio de dinheiro. Vale a risada.

4. Um músico de descendência negra, cujo videoclipe exalta a cultura negra, ser considerado racista. Parece piada, mas não é.

5. O maior ponto turístico-cultural da cidade, tombado pelo patrimônio histórico nacional, a Fortaleza dos Reis Magos não possui uma linha de ônibus direta para lá. Vergonhoso!

6. O Fundo de Incentivo à Cultura incentivar a publicação de mil livros, exigir a doação de apenas 10% à Funcarte e proibir um montante de 900 livros restantes de venda, pelo autor! O incentivo à leitura seria do próprio autor, com suas centenas de livros entocados em casa. Que a Funcarte aumente o percentual de doação para 50% e construa uma boa logística de distribuição da obra. Escritor gosta de ser lido! Seria justo. E menos tragicômico.

7. Os nomes de maior projeção nacional das nossas artes, hoje, terem nomes “nada a ver” com o RN ou mesmo com a cultura nordestina: Abraham Palatnik e Clowns de Shakespeare. Mas são orgulhos do RN!

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. Renata Marinho 7 de dezembro de 2014 22:38

    Pior é não achar racista uma música que diz pra negra que ela vai pra senzala pra apanhar, fala sério.

  2. Marcos Silva 6 de dezembro de 2014 16:54

    Sergio, Palatnik viveu em Natal, depois foi pra outras terras, normal. Moro em Sampa há 44 anos, nunca assisti ao Clowns mas Natal faz parte do mundo que eles abordam, os integrantes vivem aí. Prefiro pensar que Natal é muita coisa.

  3. Anchieta Rolim 5 de dezembro de 2014 9:49

    Poeta Jarbas Martins, a Paraíba é a terra das minhas origens, a família Rolim, coisa que muito me orgulha. Afinal, aqui no nosso estado tem vários paraibanos contribuindo e reforçando a nossa cultura… J. Medeiros, F. Silva, E. Alencar, A. Lopes e por aí vai… Viva, os Paraibanos!

  4. Jarbas Martins 5 de dezembro de 2014 9:28

    Nosso nome maior da Poesia e nossa Senadora do PT é de Nova Palmeira, Paraíba.

  5. Thiago Brunno 5 de dezembro de 2014 1:35

    Mandar amarrar uma mulher negra num tronco na senzala e ficar calada ser considerado licença poética, se não for racismo é no mínimo falta de noção e de respeito pelo sofrimento histórico de vários povos negros escravizados.

  6. Alexandre Oliveira 4 de dezembro de 2014 18:03

    Perai né… colocar Palatnik e Clowns lado a lado pegou pesado, na frente da Grandeza monumental de Palatnik, o clowns não são nada, em nivel de teatro na de Jesiel Figueiredo e Athaide.

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