Livro resgatará um dos mais revolucionários fotógrafos potiguares

unnamed2O Dia do Fotógrafo foi celebrado ontem e um trabalho fundamental de resgate da memória e obra de um dos fotógrafos mais revolucionários do Rio Grande do Norte recebeu o devido apoio para sair do papel.

A professora e pesquisadora da UFRN, Ângela Almeida, está finalizando o livro ‘Quando a pele incendeia a memória’, sobre a obra do caicoense José Ezelino, agora com patrocínio do Grupo Vila.

O diretor do Grupo Vila, Eduardo Vila, conta que ficou sabendo do projeto por meio de reportagens publicadas na imprensa, em que a professora Ângela Almeida mencionou que estava buscando alternativa de financiamento.

Além do lançamento do livro, a proposta é desenvolver uma exposição itinerante, além de lançar o site do projeto com edição online do livro.

Sobre o fotógrafo
José Ezelino nasceu no século 19, na cidade de Caicó, em plena região do Seridó Potiguar. Filho de pais escravos, conseguiu a façanha de retratar a si e aos seus familiares usando a mesma linha estética das famílias de alta classe da região Sudeste do Brasil e dos países europeus colonizadores. Tudo era produção própria: figurino, direção, cenários e captação eram criações do próprio artista. Isso sem nunca ter tido acesso a nenhum tipo de referência, pois sua viagem mais longa foi à cidade do Recife (PE).

Não existe nenhum registro fotográfico semelhante ao de José Ezelino no Brasil. A maioria dos registros é da população negra retratada como vendedores de ruas ou como trabalhadores de baixo escalão. Além dos registros familiares, José Ezelino produziu um vasto material da cidade de Caicó e demais regiões do Seridó. Infelizmente, muitas destas fotos foram perdidas ao longo dos anos, o que fortalece ainda mais a importância do trabalho da pesquisadora Ângela Almeida.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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