A história musical do RN em palestra gratuita no IFRN nesta quarta

Um mês inteiro de encontros cheios de música, alegria e entusiasmo, onde cantores, instrumentistas e compositores do Rio Grande do Norte, egressos de diversos estilos e gerações, contaram suas histórias e falaram sobre o fazer da música como profissão diante de crianças e adolescentes ávidos por informações, mas bastante identificados com novas sonoridades e realidades nas quais os artistas estão inseridos. Este cenário resumiu o primeiro ano do projeto ‘Mada Faz Escola’, realizado pelo Festival MADA – Música Alimento da Alma, para marcar seus 18 anos de atividades na cena musical potiguar.

Depois de passar por seis instituições educativas num misto de aprendizado e troca de experiências, a ação terá encerramento nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, às 17h no auditório do IFRN Cidade Alta (av. Rio Branco), com a aula espetáculo ‘A História Musical do RN’, do produtor e pesquisador cultural José Dias Jr. Dedicado conhecedor e muitas vezes protagonista dessa história, Zé Dias promete uma aula-espetáculo atualizada para as novas gerações, destacando o grande momento da cena atual.O encontro terá presença de todos os músicos que participaram da ação nas escolas.

Durante o mês de agosto, o Mada Faz Escola visitou seis instituições públicas do RN e uma privada, alcançando uma média de 1500 estudantes, além da participação maciça de professores, coordenadores e convidados. O projeto passou pelo CEI Mirassol, Ong Atitude e Cooperação, Escola Estadual Professor Francisco Ivo, Escola Municipal Ferreira Itajubá, Instituto Padre Miguelinho, Escola Estadual Sebastião Fernandes de Oliveira e IFRN Cidade Alta e contou com pocket shows e debates de artistas e grupos consagrados como Khrystal Saraiva, Luísa e os Alquimistas, banda Time de Patrão, projeto Ilha da Música, Luís Gadelha & Suculentos e banda Rosa de Pedra.

?Foi uma troca sem precedentes, onde experiência, conhecimento, emoção e muitas surpresas envolveram alunos, professores e músicos?, resumiu o produtor Jomardo Azevedo. Para o jornalista e produtor Yuno Silva, convidado para mediar os encontros nas escolas, ?o mais interessante do projeto Mada Faz Escola foi perceber as pessoas interessadas e se reconhecendo nos artistas, no sotaque, na forma de abordar um cotidiano próximo do público a partir da música.?

O jornalista também destaca um ponto fundamental nessa inserção que é contribuir na formação de ouvintes mais críticos. ?Vejo também uma contribuição para desmistificar a própria atuação artística que passa a ser mais encarada como profissão: a música passa a ser vista como um trabalho sério que exige muito estudo, compromisso, talento e dedicação”.

O produtor do festival Mada, Jomardo Azevedo lembra, em especial, de momentos que mostraram essa identificação entre artista e adolescentes: ?A passagem do Time de Patrão pela escola Padre Miguelinho, do Alecrim, me marcou muito. Não só pela representatividade que o rap potiguar já alcança, mas pela força da poesia de rua e das mensagens transmitidas. Os músicos passaram boas vibrações aos alunos, onde provocaram a inquietude com suas letras e ao mesmo tempo chamaram todos às responsabilidades”, disse o produtor. ?foram tão bem recebidos que até venderam vários discos, foi muito bacana?. Artistas também se encantaram com as realidades surpreendentes em escolas da cidade. Um desses momentos foi na Escola Municipal Ferreira Itajubá, no bairro das Quintas. A escola tem um projeto pioneiro de ensino musical, e há 12 anos está integrada a um núcleo de música comunitário. ?As crianças ensaiam debaixo das árvores e até estúdio existe no espaço. Elas tem formação em música e se interessam ainda mais pela presença desses artistas?, disse Jomardo Azevedo.

UM NOVO CONSUMIDOR
Responsável por viabilizar o encontro nas escolas, a produtora Nathália Santana, da Pinote Produções, destaca a ação louvável do festival de inserir na pauta uma atividade que leva a música para o público. ?Quando a gente vê na prática o impacto que essa atividade alcança, vemos como é importante levar a nossa produção musical que é tão grande, vasta e potente para o consumidor?. Para a produtora foram muitas lições aprendidas nesta ação: ?Abrir o diálogo com esse jovem que está ainda nas escolas, ong, IFRN é uma forma de mostrar quantas possibilidades o contato com a música pode trazer. Tanto pelo lado profissional, das experiências de quem resolveu ser músico, como para um aluno que pretende fazer, por exemplo, o Enem pra música e vê o artista falando de sua rotina. Mas principalmente na formação de plateia, na possibilidade real de ampliação desse consumidor da música?, enumera.

Nathália exemplifica esse alcance do projeto: ?Quando Yuno perguntava quem conhecia os artistas, pouca gente levantara a mão. Só vinte por cento conhecia Khrystal, uma artista que tem mais visibilidade nacional. Mas ao final de cada debate, muitos já dançavam e cantavam junto os refrões. então é importante pensar no potencial de alcançar os outros 80 por cento de jovens. Boa parte vai curtir nas redes sociais, buscar novas músicas e chegar a outros artistas potiguares.”, comentou. Nathália ainda lembra a emoção dos artistas e a aceitação dos educadores. ?As direções das escolas já garantiram participação no ano que vem?, disse a produtora.

O ?MADA faz Escola? faz parte da programação de 18 anos do festival MADA. O Festival tem patrocínio da Cosern/Neoenergia e Operadora Oi através da Lei Câmara Cascudo do Governo do RN, Edital Funarte de Fluxo Contínuo para Festivais e Ministério da Cultura; Unimed através da Lei Djalma Maranhão e Prefeitura de Natal.

Serviço

Encerramento do Mada Faz Escola
Aula-Espetáculo ?A história Musical do RN?,
com José Dias Jr e convidados.
Quarta-feira, dia 31, às 17h.
Auditório do IFRN Cidade alta. Aberto ao público

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