Uma tarde movimentada no centro

Foi bonita a homenagem ao poeta Eduardo Gosson no “Sábado de Ramos”. Ele estava lá, mesmo fragilizado por problemas de saúde. Também apareceram os amigos e a diversificada fauna que habita a Cidade Alta.

O sábado à tarde foi bem movimentado no velho bairro. No Bar do Zé Reeira aconteceu um São João tardio, no Bar de Nazaré e em outro bar na Gonçalves Ledo rodas de samba davam o tom. E na esquina da Ulisses Caldas com a Gonçalves Ledo, em frente ao Sebo de Ramos (Espaço Cultural Balalaika, mas quase ninguém conhece por este nome), o “Sábado de Ramos”. Tudo bem organizado, literatura, música, artes plásticas, uma feirinha de artesanato.

Muito boa a apresentação dos professores e alunos da Escola de Música da UFRN. Gostei, sobretudo, do cantor David Henry. Que voz esse rapaz tem! Acho que ainda ouviremos falar muito dele na cena musical potiguar. O combo do evento organizado pelo sebista Severino Ramos incluiu uma apresentação especial da querida Terezinha de Jesus, que brindou o público com canções que marcaram sua trajetória musical. Bacana o carinho do público com essa artista.

No ano passado o projeto, realizado no último sábado de cada mês, homenageou somente poetas mortos. Este ano é a vez dos vivos. Os próximos homenageados serão Diógenes da Cunha Lima e Lívio Oliveira.

Um parêntese. No domingo, Amelinha esteve no Faustão. Cantou suas músicas mais conhecidas. Uma cantora da geração de Terezinha, também com repertório ancorado na música nordestina. No entanto, a primeira conseguiu maior projeção nacional, embora considere que elas se equivalem musicalmente. A sorte nem sempre sorrir para todos.

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