A arte de ler

“O meio mais comum e a melhor garantia a que recorrem os romancistas que conhecem seu ofício é o de cercar os casos excepcionais de um bom número de fatos cuja observação é, ao contrário, bem corriqueira, e que são bastante conhecidos. Diante disso, passamos a confiar neles, pois vemos que sabem observar com competência aquilo que nós próprios observamos, e os respeitamos como bons observadores e supomos que também o foram diante dos casos excepcionais que nos relatam; e esse caso excepcional se beneficia, num certo sentido, da exatidão de tudo aquilo que o circunda”.

De Émile Faguet, o intelectual que assinou escritos famosos sobre La Fontaine, Flaubert, Freud, Nietzsche, Honoré de Belzac e Jean-Jacques Rousseau, entre outras obras com enfoque político e moral sobre liberalismo, socialismo, pacifismo e feminismo.

A citação foi extraída do livro recém-lançado A arte de ler (Casa da Palavra, 143 pág). O livro é bem didático, como a citação. E na sua despretensão, ensina muito. Tem sido a diversão deste blogueiro nestes dias de chuva na janela.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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