A Árvore da Vida

O ano termina e já computo o que de melhor vi. Escapei com vida, penso. Um dos grandes filmes que vi no ano que termina foi “A Arvore da Vida”. Filme para ser assistido numa tela grande e sem pipoca. Desde o big bang até hoje uma viagem em imagens deslumbrantes da formação do universo, as plantas e o homem. Esse animal tão novo e tão insignificante. O filme faz referencias bíblicas, mas não apela para a religião. Ao vencedor as batatas. “Ao vendedor, conceder-lhe-ei comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus.” (Apocalipse 2:7).

Na vida existem dois caminhos. O caminho da natureza e o caminho da graça, você tem que escolher um para seguir. A natureza é a força (o marido) e a graça ( a mulher). A personagem melhor construída do filme. Uma dona de casa que possui três filhos e perde um. Na escala da dor humana é essa a pior dor: A perda de um filho. Só a dor é universal.

Qual o sentido da vida procura saber a bela O’Brien. Uma mulher ingênua para o marido. Uma grande mulher para mim. Elas são muito sábias. O marido truculento tenta ensinar pela força. Procurando a perfeição e busca do sucesso a qualquer custo faz uma referencia à música quando deve ser tocada até a exaustão, sempre pensado que é preciso melhorar. A mulher sabe da fragilidade do ser humano e seus métodos são menos truculentos que o caricato pai.

A paciência de Jô é ensinada. O filme tem mais perguntas que respostas. “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência”. Lindas imagens e uma bela trilha fazem sonhar e pensar no começo e fim de tudo.

Foi muito feliz o cineasta Terrence Malick ao escolher um trecho da “Lacrimosa” do polonês Zbigniew Preisner num casamento perfeito sinfônico entre som e imagem.

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Eduardo de Freitas Melo 1 de janeiro de 2012 11:50

    O filme só teve e tem essa consideração por ser do Terrence Malick.
    caso contrário, seria considerado um filme chato, monótono e sem a menor perspectiva de ir ao Oscar.
    Vamos elogiar o que deve ser elogiado, como o fantástico Além da Linha Vermelha, do mesmo autor.

  2. João da Mata 8 de dezembro de 2011 18:59

    Fico muito feliz com os comentários de voces em alta e baixa. Em cima em baixo . Lá e cá. E peço mais uma vez desculpas por estar atrapalhando a vida do editor .

  3. Jairo llima 8 de dezembro de 2011 17:28

    Capitão Tácito, peço que reconsidere o lance dos títulos dos poemas em caixa alta. Fica grosseiro e deselegante e manda a coloquialidade, tão presente na poesia contemporânea, pras picas. Eu tb, quando editava o site do Papo Furado, ficava puto por ter que redigitar os títulos que vinham em caixa alta, mas o fazia para preservar a qualidade gráfica do site. Espero que a galera entenda e te alivie do trabalho extra e sacal de redigitar. Vamos ajudar o Tácito, moçada ou, pelo menos, não atrapalhar, valeu?

    • Tácito Costa 8 de dezembro de 2011 18:27

      Jairo, minha intenção, ao defender os títulos dos poemas em caixa alta era garantir mais visibilidade aos mesmos e diferenciá-los dos títulos dos posts. Mas você tem razão quanto a questão da perda da coloquialidade, que considero mais importante do que a discutível visibilidade que eu defendo. Nesse caso, vou adotar a sua sugestão. Então, peço aos poetas que reconsiderem minha posição anterior e passem a enviar, a partir de agora, todos os títulos (vale para absolutamente todas as seções do SP) em caixa baixa (apenas a primeira letra em caixa alta). Pessoal, caixa baixa é letra minúscula e caixa alta é letra maiúscula, explico – não vale pra você poeta – porque um pluralista enviu e-mail querendo saber do que se tratava.

  4. Tácito Costa 8 de dezembro de 2011 15:50

    Damata, me ajude, não envie título em caixa alta, sempre que chega assim eu tenho de deletar e digitar, este pedido consta daquele post que fiz recentemente sobre como tornar mais fácil a vida do editor. Veja só, apenas isso não é nada, mas quando soma-se ao poema de Bárbara, que tive de separar verso por verso (cito porque ocorreu hoje) e a outras pequenas e grandes coisas do meu cotidiano de trabalho, a situação fica complicada. Além da perda de tempo, esculhamba o padrão gráfico do blog. Vamos adotar o seguinte: títulos dos posts em caixa alta e baixa; e dos poemas em CAIXA ALTA. abç.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo