à beira da baía

às margens do sena, no dezenove de junho,
violinistas tocam estrelas pelos meus olvidos.

às margens do potengi, todos dias, meninos de rua
me assoviam. à zero hora, putas me tocam também.

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Nina Rizzi 9 de junho de 2010 12:14

    amigo, joão, tem razão, é um hino, e daqueles poemas que a gente diz: porra, gostava de ter escrito. obrigada por sempre socializar comigo as belezas da vida…

    tácito, os ônibus ainda estão em greve. pense no caos, camarada. até agora não sai de casa. aproveitaram uma visita do presidente à cidade pra fazer a greve, que eu apoio, claro, mas que houvesse ao menos uns 30% da frota em circulação… também estava com saudade de vcs, viu!

    oreny, tua saudade também é minha, meu caro: joão da mata tem razão: eu sou quase uma natalense. veja, sua frase/ verso, às margens da praia do futuro em fortaleza, me tocam também.

    beijos jarbas, beijos amigos todos.

  2. Jarbas Martins 9 de junho de 2010 7:10

    beijos, nina nin

  3. Oreny Júnior 9 de junho de 2010 5:12

    Nina, às margens do rio de contas, Ipiaú-BA acordo-me nesse instante e os pássaros d’agua cantam, como canta a saudade que sinto do meu potengy.
    Abraço na sua fertilidade poética

  4. João da Mata 8 de junho de 2010 23:09

    Querida Nina,

    Como voce ja é quase natalense. Lhe envio um dos nossos hinos. Com o encatamento do Livro Príncipe Plebeu – uma biografia do poeta Othoniel Menezes escrita pelo amigo Claudio Galvão, que leio embevecido a começar pelo prefácio escrito pelo filho do poeta, Laélio Ferreira de Melo. Pense
    num livro porreta ( arre égua). Parabéns Laelio e Claudio Galvão

    Serenata do Pescador (PRAIEIRA)/
    Othoniel Menezes

    Praieira dos meus amores,
    Encanto do meu olhar!
    Quero contar-te os rigores
    Sofridos a pensar
    Em ti sobre o alto mar…
    Ai! Não sabes que saudade
    Padece o nauta ao partir,
    Sentindo na imensidade,
    O seu batel fugir,
    Incerto do porvir!

    Os perigos da tormenta
    Não se comparam querida!
    Às dores que experimenta
    A alma na dor perdida,
    Nas ânsias da partida
    Adeus à luz que desmaia,
    Nos coqueirais ao sol-pôr…
    E, bem pertinho da praia,
    O albergue, o ninho, o amor
    Do humilde pescador!

    Quem vê, ao longe, passando
    Uma vela, panda, ao vento,
    Não sabe quanto lamento
    Vai nela soluçando,
    A pátria procurando!
    Praieira, meu pensamento,
    Linda flor, vem me escutar
    A história do sofrimento
    De um nauta, a recordar
    Amores, sobre o mar!

    Praieira, linda entre as flores
    Deste jardim potiguar!
    Não há mais fundos horrores,
    Iguais a este do mar,
    Passados a lembrar!
    A mais cruel noite escura,
    Nortadas e cerração
    Não trazem tanta amargura
    Como a recordação,
    Que aperte o coração!

    Se, às vezes, seguindo a frota,
    Pairava uma gaivota,
    Logo eu pensava bem triste:
    O amor que lá deixei,
    Quem sabe se inda existe?!
    Ela, então, gritava triste:
    Não chores! Não sei! Não sei…
    E eu, sempre e sempre mais triste,
    Rezava a murmurar:
    “Meu deus quero voltar!”

    Praieira do meu pecado,
    Morena flor, não te escondas,
    Quero, ao sussurro das ondas
    Do Potengi amado,
    Dormir sempre ao teu lado…
    Depois de haver dominado
    O mar profundo e bravio,
    À margem verde do rio
    Serei teu pescador,
    Ó pérola do amor!

  5. Tácito Costa 8 de junho de 2010 22:31

    Nina, ia mesmo enviar um e-mail para você hoje para saber o motivo do seu desaparecimento. Feliz porque está tudo bem e em tê-la de volta por aqui com seus poemas maravilhosos. bjs.

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