A Bienal Internacional do Livro do Recife

Para entrar com o carro: oito. Para entrar no recinto: quatro. Caro.

O tempo não foi o bastante para ouvir os debates e palestras. O cansaço só suportou comprar livros a mancheias. Muitos livros: comprei. Estou penso de carregar livros. Não é novidade, venho fazendo isso como um Sísifo durante a vida quase cheia.
Muitas promoções; eu gosto. No estande da EDUSP livros maravilhosos com 50 % de desconto. No estande da Acaiaca livros em ponta de estoque ao preço de 10 e quinze reais. Muita coisa boa. De internacional só o nome e os livros em miniaturas de uma editora peruana. Os estandes das editoras universitárias são os melhores, para o meu gosto.
Entre outros compro os “Principia” de Newton. No estande do Instituto Cervantes, compro umas gravuras do Quixote.
Estamos mortos de cansados. Sou fotografado com muitas sacolas e sacos cheios. Não há lugar para sentar. Sugiro uns carrinhos para transportar os livros.
Na noite uma passada da Cultura. Nem ta ai para a bienal. Tem seu publico selecionado e cativo. As mulheres cada vez mais belas e lendo.
Muitos livros maravilhosos que não encontro na Bienal. Um dos Sertões. Deslumbrante e belo. Cento e oitenta paus, ai. Alguns livros e DVDs com 50 % de desconto.
No hotel Plaza a vista e cheiro Capibaribe. A cerveja é gelada e a vista é maravilhosa. O papo com Homero, Dom Inácio e Antonio Medeiros temperam a note cabralina e mauelina. Impossível não lembrar desses caras e mortes e rios e ruas Auroras. O poeta inventa a cidade.
Dez e meia o bar fecha. Encontramos com o grande Antonio Marques em peregrinação pelos antiquários.
No outro dia uma volta á bienal para pegar mais livros. Antes, uma visita ás igrejas e cantos. Bom visitar a cidade nos fins de semana e mijos nas calçadas e cantos. Na calçada também encontramos livros usados e revistas. Entre outros, adquiro livros antiqüíssimos sobre cinema. Lembro do Fernando e sei de onde ele tira tanto saber. Recife é bela, também culturalmente. A viagem é boa. O carro vem atolado de livros. Na hora de chegar a briga para saber de quem é o saco.
Na viagem a conversa não para e Natal é passada em revista bundas e caras. Fui!

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