A Cara do Dia

Por Ednar Andrade

Acordei, e como quem faz um texto; abri minha janela. Rsrs… E lá estava ele; o Sol, lindo para mim, sorrindo… Ai! Meu Deus! Que alegria! Que contemplação! Tão lindo!!! Iluminando a vida, iluminando o céu… Me dand0 a certeza de viver para esperar… E crer, no amor.

Para respirar a poesia que há… Nesta manhã; Intenso e quente como o fogo; Vermelho como a paixão que há no amanhecer dos apaixonados; Mágico como o coração dos encantados; E tão secreto como o coração de um poeta que sente e vive um amor pagão. Uma sede, um afã, um desejo, um beijo, O Sol que é tudo: vida ou morte. A vida vista da janela. Meu dia claro, minha paz, Mesmo sem razão, minha fé, Meu raio de Sol, Minha janela… De onde vejo a vida. (Aqui, deste cantinho, assisto) Da saudade, a fresta. Aqui, do meu canto, assisto este espetáculo… E o Sol me desperta. Respiro… Fico feliz, pura emoção; Este aconchego entre nós e a natureza. Minha dúvida não tem certeza; Meu sentimento, razão. Já que para ser feliz não preciso dela… Rsrs Razão… Para que? Eu quero é viver, amar. Amar da forma que sei… Ser feliz e gozar da felicidade de pertencer à poesia E ela a mim pertencer. Se sou louca ou desvairada não sei, não quero saber. A vida e o tempo já cobram de mim nada que não tenha dado, sentido ou doado. O amor, este me rega as veias de uma forma sem tamanho. Busco sempre encontrar o calor da minha verdade E ela é tão ardente que me inspiro no Sol E a comparo com a minha vida; Meu maior deleite nas manhãs: Abrir a janela e deixá-lo entrar; Entrar e aquecer. É como um soluço incontido, Sai da memória, manhãs tão lindas, Olhando por sobre as janelas, Vejo as montanhas altas de verdes, Paraíso que é chamado, por ser assim, de Sol. Me encanto, me encanta e canto Em notas que desconheço, Esta música matinal. Que me dá de presente tanta melodia e prazer. Sou amante do Sol, sou a própria Lua Que neste alvorecer fica nua E vestida de tanto sentimento… Viagem de emoção; Minha respiração muda E meu coração se contrai com mais força e compreensão E penso numa canção do Roberto, onde ele canta: “Além do horizonte”. Sorrio, faço um tour, vou até o meu paraíso, Onde a passarada com alegria certamente desperta e canta. O Sol, sempre tão belo, Meu mensageiro do amor… Minha, quase sempre, inspiração; Eterna e doce visão. Talvez, por isto, eu goste tanto das janelas… Pois são elas a moldura das manhãs… Aurora boreal, temporal ou arco-íris. Mas eu, daqui, assisto ao Sol que me deixa tão excitada e sonhadora… Do Sol, amante; De calor, plena. Olho em volta, tomo meu café feliz. Nesta manhã em que meus olhos despertam, assisto tão belo cenário. Obra de Deus; Fruto da vida; Excelência da natureza. Vivo em meu ser, és magnífico, és o rei da manhã, A fotografia real do Universo; da minha visão, meu pomar de luz, Transbordante de raios que cintilam dentro e fora do meu peito; Festa do meu olhar; oração que digo em silêncio; minha paisagem divina; meu Sol. A cara da manhã.

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