A casa, no presente

Por Mário Ivo

Meu irmão construiu uma casa.

Meu irmão construiu a casa do meu irmão.

Eu tenho dois irmãos.

A casa é de um e o projeto arquitetônico é do outro.

Antes que ela me mate, deixo claro: eu também tenho uma irmã.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 7 de janeiro de 2011 18:45

    construtivismo puro, mario ivo, o seu e o do seu parceiro flávio freitas.

  2. Carito 7 de janeiro de 2011 13:02

    ando sempre dizendo de quando em vez, quando encontro um poema curto que curto: ah! queria ter escrito esse! ando dizendo quando encontro um poema assim… ah! sim! comento nos blogs dos poetas amigos nessas poesias que me idente-e-fico-e-finco-o-dente: queria ter escrito essa!

    pois bem. aqui, com tanto bem, no blog do amigo-irmão MIDC, criados juntos, criando juntos, como não dizer… queria ter escrito essa!!! eita crônica de uma vida anunciada!!! acho que até tenho tentado, de forma fragmentada, lembrando ali o móvel preto, aculá o quarto azul, mas eis que o mano Ivo nos presenteia essa crônica-casa-barco-mar de frontispício-hospício de frente pro sol & chuva, chuva & sol, casamento da rã pousa com o rouxinol, na nossa mais abstrata tradu(i)ção – o concretismo da construção passa antes pela poesia, essa casa-várias que se continua e que se chama amor! assim, no tic-truque dos corações, assaltando lembranças, roubando passados para nos dar de presente e pirateando mares, todo homem é uma fam’ilha – porção de casas-mágicas cercadas de águas furtadas por todos os lados…

    while my guitar gently weeps…

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