A chave de Casa

salem

Não lembro ao certo como cheguei ao romance “A Chave de Casa”, da portuguesa (reside no Brasil desde os 9 meses) Tatiana Salem Levy. Pode ser que tenha lido sobre a autora, que ganhou o Jabuti 2008, na categoria autor estreante, em algum meio de comunicação. Ou a tenha descoberto bisbilhotando nas estantes das livrarias e a orelha ou trechos do livro me chamaram a atenção.

O certo é que antes de lê-lo, comentei com Woden Madruga, e ele me disse que tinha lido e gostado muito, o que só aumentou o meu interesse. Como o meu gosto romanesco se aproxima do de Madruga, eu estava quase certo de que tinha pela frente um bom livro.

Posso, agora, dizer que as expectativas foram excedidas e desde já “A Chave de Casa” figura entre os melhores livros que li este ano. Lá para meados de dezembro, anunciarei a minha escolha. Mas de antemão asseguro que não será nada fácil.

Depois, batendo papo com Adriano de Sousa, que também leu a obra, ele disse-me que a linguagem empregada pela escritora era o que havia de melhor no livro. Concordei de imediato com o poeta. De fato, é na linguagem que reside a maior qualidade de “A Chave de Casa”.

Contar várias histórias, dispostas em tempos cronológicos diferentes, sem cair em maneirismos ou tornar confusa e chata a leitura não é tarefa fácil. Muitos tentam caminhos diferentes em literatura, e eu sempre me questiono se eles ainda existem, depois de Joyce, Cortazar, Rosa, Clarice, Borges e Kafka, entre outros grandes escritores.

Pois a personagem-narradora de “A Chave de Casa” se sai muito bem ao contar a história do seu avô, que migrou da Turquia para o Brasil, da sua mãe, torturada pela ditadura de 1964, e a sua própria. Todas, histórias vigorosas, que acompanhamos com a maior atenção.

No link abaixo você tem mais informações e um trecho da obra:

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