A crise na cultura

netoRodrigues Neto, da Funcarte

Encontrei Moacy Cirne ontem à noite no lançamento do livro de Marize Castro. Entre outros assuntos, conversamos sobre a atual situação da cultura no estado. Uma parte do que ele escreveu mais abaixo foi abordado na nossa conversa.

É lamentável que tenhamos chegado a esse ponto. Nos últimos tempos, quando tínhamos uma administração menos atuante na FJA ela era compensada pelo trabalho na Funcarte, e vice-versa, de forma que não sentíamos tanto a penúria cultural em volta. Mas, nesse momento as duas fundações estão empatadas na falta de projetos e rumos para a cultura. Por isso, se percebe mais claramente o vazio cultural reinante.

O caso da Funcarte parece-me mais dramático, pela ignorância (preocupante) dos gestores nomeados até agora pela atual administração. O presidente da entidade não ter vergonha de vir a público dizer que entre suas prioridades figuram as sinistras quadrilhas estilizadas e que apoiará também as vaquejadas, quando qualquer pessoa, por mais mal informada que seja, sabe que no município não ocorrem vaquejadas, é imaginar que sejamos todos uns lesos.

Disse ontem a Moacy que não me surpreendia com toda essa situação na Funcarte. A visão de cultura tornada pública pelo presidente da entidade reflete a da prefeita Micarla de Souza. Disso não tenho a menor dúvida. Rodrigues Neto trabalhou mais de dez anos na TV Ponta Negra, da família da prefeita, conviveu com ela na emissora, portanto está muito mais próximo das idéias dela do que Revorêdo, o presidente anterior. Inclusive, Neto (que era o vice de Revorêdo) era o preferido da prefeita desde o início.

Bom, o fato é que perdemos o ano. Pouco foi feito. E as perspectivas não são nem um pouco animadoras.

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