A cultura que vem do barro

Uma Cultura Popular Viva

O mais importante da cultura são os seus fazedores. O patrimônio vivo é o que deve ser valorizado. Cultura não é ponto, casa ou museus parados.

O RN tem o mais rico folclore do Brasil. A cultura pulsa e quer viver, apesar deles. É a nossa identidade.

Djalma Maranhão colocou esses brincantes nas ruas de Natal e fez a alegria de muitos. Eles precisam ser lembrados não somente nas festas comemorativas.

Há pouco tempo faleceu o grande mestre Lucas dos Congos de São Gonçalo do Amarante. Antes, se encantou a maior cantadeira do Brasil, Dona Militana.

São Gonçalo, aqui pertinho de Natal, continua produzindo e fazendo cultura. Forneceu material para o documentário Sangue de Barro.

Nesse dias foi comemorado o centenário do “Boi de Calemba Pintadinho”, em São Gonçalo. Uma grande festa com apresentações de vários bois e outros grupo folclóricos.

Foi o ancestral do boi Pintadinho que encantou Mario de Andrade em 1929, quando visitou o nosso estado na companhia do mestre Câmara Cascudo.

È preciso não só reivindicar cultura como fazer e prestigiar a cultura. Conhecer essa cultura, para valorizá-la.

É preciso colocar novamente os brincantes nas ruas. Precisa voltar a “Semana de Folclore de agosto no teatro Alberto Maranhão.

A lei que protege o Patrimônio Vivo precisa sair do Papel. Os brincantes não devem só pedir, mas exigir. Cobrar. Ir para as Ruas.

Os brincantes somos nós que queremos brincar e temos direito a um identidade, que a nossa cultura. Nenhum governo vai destruí-la, mas é preciso lutar. Sempre. Se for brincando, melhor.

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

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