A demissão da psicanalista

Foi rápido. O Estadão demitiu Maria Rita Kehl do seu quadro de colunistas ontem à noite, quatro dias após a psicanalista escrever um artigo elogiando o governo Lula. Era um tema delicado, já que o grupo Estado havia acabado de declarar apoio à candidatura Serra em editorial, por isso o artigo “Dois Pesos…” foi lido por toda a cúpula da redação antes de ser publicado. Os caciques do jornal concluíram que o texto não tinha nada de mais e liberaram a publicação. Dias depois, porém, quando os acionistas se irritaram e resolveram pedir a cabeça de Khel, nenhum dos chefes teve culhões para bancá-la.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 7 de outubro de 2010 10:40

    Lamentável, meus protestos

    Não é por acaso que a profissão de Jornalsita é uma das mais insalubres do mundo. Muitos de anulam. Muitos ficam loucos. Foi assim com Pompeu e outros.
    Pela liberdade de imprensa.
    Não é por acaso que muitos jornalistas estão saindo da redação para escrvever seus livros e ser feliz.

    Meu abraço de Natal, Kehl

  2. Marcos Silva 7 de outubro de 2010 10:35

    Amigos e amigas:

    Liberalismo do Estadão é isso aí: apoio à implantação de ditadura, demissão de quem discorda. Admirável mundo velho.
    Abraços:

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