A desesperança de John Neschling

Primeira parte da entrevista. Amanhã sai a segunda.

Por Rodrigo Levino

Às vésperas de deixar o Brasil para morar na Europa, o maestro recebeu a reportagem do site de VEJA para a última entrevista antes da partida.

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Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Lívio Oliveira 21 de janeiro de 2011 21:58

    Um trecho do livro de Neschling, para os leitores deste blog:

    “Boécio, filósofo romano do século V, a partir da concepção de que o universo era um imenso instrumento musical, afirmou em sua obra que havia várias espécies de música.
    A primeira delas, inaudível, era a Música Mundana, comparável à música das esferas, de Pitágoras. Ela seria responsável pela ordem e coerência de nosso universo, e estaria incorporada ao movimento dos céus, organizando nosso tempo e os fenômenos ligados a ele.
    Desde menino eu intuí, e mais tarde tive a consciência, de que a música era o elemento que mais me aproximava do que se poderia chamar de absoluto e divino.
    Com o passar do tempo, percebi que no silêncio, portanto no inaudível, encontrava-se o verdadeiro equilíbrio, a música na sua potência não resolvida, o início e o fim de todos os pensamentos e melodias.
    A música do universo, a música mundana, a ordem de todas as coisas, inaudível, esteve e está presente em todos os momentos de nossas vidas.”

  2. Lívio Oliveira 21 de janeiro de 2011 21:54

    Levino marcou um gol de placa. Senso de oportunidade jornalística, no melhor sentido da expressão. O maestro, apesar de sua personalidade autoritária, controversa e polêmica, tem muito o que dizer. Realizou uma grande obra e, talvez, tenha perdido seu horizonte em face de um ego hipertrofiado.

    Mas, também, levemos em conta o quanto é difícil fazer cultura erudita no Brasil…

    Tarefa hercúlea!

    Parabéns, Levino, pela entrevista.

    p.s. Vale ler a obra “Música Mundana”, livro de autoria de Neschling. Recomendo.

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