A educação pela pedra

SABÁTICO ENTREVISTA ARIANO SUASSUNA

‘Sou velho mas tenho muita energia. Quem quiser duelar comigo que venha preparado’, desafia o escritor Ariano Suassuna, do alto de seus 83 anos – e de uma obra ainda em progresso, comprometida até a raiz com a cultura brasileira.

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Comments

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  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 8 de Maio de 2011 21:41

    Considero Suassuna um bom escritor. As intervenções públicas dele, entretanto, costumam ser lastimáveis. Nessa entrevista mesmo, as legítimas diferenças em relação a Nelson Rodrigues são reduzidas a agressões tolas, que cheiram a disputa do trono – qual o melhor dramaturgo do Brasil? Não precisa dessa bobeira. A diferença é importante em artes. Quanto às aulas-espetáculo, sempre desconfiei dessa categoria, que resvala em graça histriônica superficial. Toda aula é aula, dependendo do professor é um espetáculo do pensamento, não uma comédia de bolso.
    Essa observações não me impedem de ler com prazer A compadecida e outros textos dele.

  2. Ítalo de Melo Ramalho 9 de Maio de 2011 8:14

    Ariano é um intelectual no sentido lato do termo. O seu “Iniciação à Estética” é uma completa obra introdutória neste campo.

    Os que o conhecem sabem o quão grande é a sua generosidade pessoal e intelectual.

  3. Marcos Silva
    Marcos Silva 9 de Maio de 2011 9:23

    Ítalo:

    Tenho plena confiança no que vc fala sobre generosidade pessoal de Ariano. Não duvido minimamente de sua vasta cultura.
    Entendo que a intervenção pública dele, mais habitualmente, se caracteriza por excesso de egocentrismo (o eu é um horizonte sem fim em suas falas) e dificuldade de conviver com o outro (fora do arianismo não há solução). Reitero minha admiração pela escrita de Suassuna – A compadecida e A pedra do reino são belos momentos da Literatura brasileira. Como intelectual público, considero-o limitado e excludente, apoiado em obviedades como a superioridade de Herman Melville em relação a Elvis Presley – quem duvida disso? E mesmo dependente de visibilidade midiática – não sei como as aulas-espetáculo ainda não foram transformadas em seriado da Globo mas contribuíram, certamente, para ele acabar em samba.
    É claro que meus comentários não dizem respeito à pessoa privada de Ariano, com quem nunca convivi.

  4. Ítalo de Melo Ramalho 9 de Maio de 2011 11:24

    Marcos, na Paz;

    Eu discordo de você, a participação do nobre Professor na seara pública trouxe a Pernambuco ao Nordeste e ao Brasil contribuições deveras importantíssimas. Depois de suas intervenções públicas e particulares por meio de sua literatura e do seu ofício na UFPE, abriu-se veredas nas quais o país Brasil tão distante, do debate cultural, incorporasse tal discussão na agenda dialogando com outros “distintos” (para alguns) universos como a: política, sociologia, economia, antropologia… A luta de Ariano não é pelo o arianismo (tem gente que entende como xenofobia) dado pela sua fala, “fora dele não há solução”, e sim pela massificação nivelada por baixo dos produtos culturais oferecido quotidianamente, que é o caso de Elvis, Rolling Stones e outros tantos. O que fere numa opinião como a de Ariano, é a sua contundente e sincera honestidade intelectual, e acredite, bom gosto ele tem. Provavelmente em muitos haja comunhão entre os seus e o dele.

    Como considero Ariano, antes de tudo, um intelectual brasileiro, peço permissão para discordar mais uma vez. Particularmente o considero includente sim, os artistas brasileiros, depois de sua intervenções, passaram para um patamar de visibilidade bem maior, hoje as pessoas discutem muito mais conceitos culturais que anteriormente e graças ao Nobre Mestre Paraibano.

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