A História de Vênus e Adonis

Peter Paul Rubens (1577-1640), Vênus e Adonis, c. 1635. Óleo sobre tela, 95,5 x 77,5 cm.

Ovídio, Metamorfoses, livro décimo; tradução/ transcriação Nina Rizzi


Eu, Vênus, te lanço um olhar de súplica, Adonis, para que fique comigo.

Nua, te seguro o braço, em causa deste pequeno cupido que me flecha em mãos a perna.

Mas Adonis, você é a verdadeira encarnação de uma estátua grega, revela-se insensível ao meu apelo amoroso, e isso lhe será fatal, pois será morto por um javali.

Porém, deste nosso encontro trágico, o que prevalece é o amor.

É bonito, idílico.

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. nina rizzi 8 de setembro de 2010 20:45

    aline, parece que somos todas meio vênus, meio adônis, depende do interlocutor/ amado(a). obrigada pela leitura e apreciação.

    jarbas, e que exercício, ovídio já foi obrigatório nos colégios. olha como o rubens dialoga. como disse ao tácito, seu barroco faz os outros parecerem meras ondulações na seda.

    beijos.

  2. Aline Patricia 8 de setembro de 2010 13:30

    Belíssima tradução da bela representação construída do Ovídio. Uma ótima leitura, principalmente para mim que me descobri meio “Vênus” em estado bruto esses dias. 🙂

  3. Jarbas Martins 7 de setembro de 2010 9:14

    ovídio, nina. belo exercício. beijos.

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