A hora do pesadelo

Resultado de pesquisa divulgada recentemente revela o que é perceptível a olho nu ou sentido na pele, principalmente, dos mais pobres. Natal está atolada em dificuldades e sem rumo. Escolas e creches fechadas. Greve. Serviços de saúde precários. Buracos e lixo por todo canto. Educadores sem receber vales-transportes. A cultura fechou para balanço, com dívidas que chegam a R$ 900 mil.

Aliás, o calote se generalizou. A prefeitura deve, reconhece, mas não sabe quando pagará. No entanto, continua contratando novas obras e colocou em prática um plano de cargos e salários do funcionalismo, que onera ainda mais os combalidos cofres do município.

Ninguém discute a justeza desse plano de cargos e muito menos de obra como a do Parque da Cidade. Mas, em nome da sensatez, não seria o caso de se esperar um pouco mais, quando as contas estivessem minimamente equilibradas?

Para mim, nada disso é tão surpreendente assim. Há dois anos, em artigo publicado aqui, disse que Natal precisaria passar por Micarla de Sousa. É provável que um ou outro de vocês lembre desse texto.

Faltando dois anos para o fim do mandato, a gestão municipal já é um caso exemplar de insucesso administrativo. Quando não tem problemas, os secretários e assessores inventam. Nisso, mostram uma esquisita competência.

Afinal, o que não é estranho nessa gestão?

A média de mudança de secretário foi de quase um por mês nestes dois anos. A desorientação é tanta que os secretários que dão certo são substituídos, como ocorreu na Saúde e na Semurb.

Cientistas políticos, psicanalistas, irmã Jaciara, a gente comum e até o famoso Polvo da copa quebram a cabeça buscando entender os descaminhos da prefeita e sua troupe. Falam em vaidade e deslumbramento excessivos. Politicagem. Escolhas equivocadas. Imaginaram que governar Natal seria como gerir a Tv Ponta Negra, que pertence à família da prefeita. Incompetência geral. São muitas as explicações.

O que é palpável mesmo é que a administração da cidade ficou em segundo plano. A preocupação da prefeita, tudo indica, é eleger como deputados o marido, radialista Miguel Weber, um entusiasta de Luta Livre, a irmã e ex-secretária municipal Rosy de Sousa, e o apresentador de programa policial na emissora da família, vereador Paulo Wagner.

Achando pouco, Micarla de Sousa ainda empresta seu apoio ao grupo liderado pelo senador José Agripino e por sua candidata ao governo Rosalba Ciarlini, do DEM. Ambos, com boas chances de vitória.

Em resumo, o pesadelo que, por enquanto, está restrito a Natal, com o apoio de Micarla poderá atingir todo o estado. Por isso, além de votar, reze e faça promessa. O futuro se desenha sombrio.

Leia “Eleitores em xeque-mate”, sobre a sucessão estadual no RN, aqui

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