“A Internet fundou outro planeta”

Em tweet postado ontem, que eu reproduzi, o jornalista Geneton Moraes Neto diz o seguinte: “Em suma: o Velho Jornalismo – aquele em que só os jornalistas “emitiam” informação – acabou. A Internet fundou outro planeta. Terra à vista!”.

Essa nova realidade incomoda veículos de imprensa e alguns jornalistas, que sempre escrevem o que bem entendem e raramente sofrem contestação. No modelo antigo, o leitor ou o crítico mandava uma carta para o jornal, que às vezes era publicada (ou não) vários dias depois. Com a internet a história é outra. O enfrentamento é em tempo real.

Além disso, a internet representa hoje no Brasil um contraponto crucial à chamada grande imprensa (Veja, Estadão, FSP e O Globo à frente), que assumiu o apoio a uma das candidaturas a presidente. Da mesma forma que esses veículos estão alinhados com uma candidatura, tem blogs importantes alinhados com a outra.

Alguns abertamente, outros camuflados. Todos estão em seus direitos. Esse confronto de posições e opiniões é bom para a Democracia. Antes da internet, isso era impossível. Ficávamos somente com a versão da mídia hegemônica, a mesma que apoiou o golpe de 64, é importante não esquecer isso. O caráter conservador e entreguista desta mídia vem de longe.

Imaginem essa encenação de Serra ontem no Rio de Janeiro (hospital, tomografia etc), quando foi atingido por uma bolinha de papel (aqui). Se não fossem os blogs teria vingado a versão do candidato a vice Índio da Silva, de que foi um objeto que pesava mais de dois quilos.

Eu não li nas edições online da grande imprensa nada que mostrasse a farsa armada pelo candidato Serra. Coube aos blogs e ao Twitter desmontar a farsa.

Por isso, a internet incomoda tanto, deu vez e voz a milhões que antes tinham de se contentar em ser leitores passivos de toda sorte de mentira e interesses inconfessáveis.

O ignorante (para alguns, a verdadeira besta fera) Lula parece que acertou uma quando disse que a opinião pública somos nós, querendo se referir aos milhões que agora podem ter e exprimir suas próprias opiniões, independente do que professa a velha mídia.

Isso é insuportável para alguns veículos e jornalistas. Mas é um caminho sem volta.

Ainda bem. (TC)

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