A Lua Mariana

A benção didinha Lua. É hoje … é hoje o dia de sua maior aproximação do planeta Terra, no ano de 2012.

Nada há mais belo que um sábado. Sábado da Lua cheia, então, mais belo ainda. A lua reina majestosa no céu de todos nós. Musa inspiradora de todos os loucos e poetas. E quando a seta da noite atingir-te despida e nua não esqueças …. : “Não te esqueças de mim, quando erradia / perde-se a Lua no sidéreo manto; / Quando a brisa estival roçar-te a fonte, / Não te esqueças de mim, que te amo tanto!” ( Fagundes Varela ).

A órbita da Lua em torno da Terra é uma elipse de pequena excentricidade e = 0,0549. Nesse sábado, 05 de Maio, a Lua vai passar mais próxima da Terra numa distancia de cerca de 357 mil quilômetros. A distância média da Lua – Terra é da ordem de sessenta raios terrestres. Foi calculando a aceleração da Lua em torno da Terra e comparando com a aceleração da queda de uma maçã na superfície do nosso planeta que Isaac Newton observou que a aceleração da Lua é 3.600 vezes menor que a da Maçã. Portanto; sessenta ao quadrado. Uma epifania que levou à lei da Gravitação Universal, uma das quatro interações básicas da natureza descoberta. Essa força é proporcional às massas que se atraem e inversamente proporcional ao quadrado da distancia que as separam.

Na Lua cheia de Maio como a que pode ser contemplada hoje, os raios solares incidem perpendicularmente sobre a lua, iluminando toda a superfície voltada para a Terra. A Lua assume a sua forma mais plena – o plenilúnio. Sua cor prateada reflete em torno de 7 % dos raios incidentes do Sol.

A música popular brasileira é uma das mais ricas expressões artísticas da cultura oral do Brasil. São muitas as musas inspiradoras do poeta: A mulher, o ciúme, o amor e a Lua que o acompanha nas noites solitárias e boêmias. Sempre pensando na amada e na Lua prateada que tudo ver. Às vezes, essa Lua traz presságios ruins e é tomada de um simbolismo que reflete o sentimento do poeta.
Uma das mais belas canções inspiradas na Lua foi composta pela maestrina Chiquinha Gonzaga com versos de autor anônimo. Essa música foi inicialmente composta para um dos quadros da burleta de costumes “Forrobodó”, de Luiz Peixoto e Carlos Bettencourt, estreada há cem anos, 1912.

Lua Branca

Ó, Lua branca de fulgor e desencanto /Se é verdade que ao amor tu dás abrigo /Vem tirar dos olhos meus o pranto /Ai, vem matar essa paixão que anda comigo
Ah! Por quem és, desce do céu, ó, Lua branca/ Essa amargura do meu peito, ó, vem, arranca /
Dá-me o Luar de tua compaixão/ Ó, vem, por Deus, iluminar meu coração.

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