A MÁQUINA

…a engrenagem é complicada
são trilhões de peças
bem montadas

a rotação é constante
não pára
nem por um instante

por qualquer ângulo que olhe
ela estará girando
sem que ninguém a controle

não tente entender o movimento giratório
não acompanharás nem mesmo
com a rapidez dos teus olhos

quem perde o controle chora
sempre chega alguém
alguém sempre vai embora

esta além do tempo
só ela aceita tudo
como a tudo ignora

não tem pasado
nem futuro
só existe o agora…

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 19 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 2 de março de 2012 10:03

    Gizelle Saraiva, muito obrigado por seus comentários. Um beijão!

  2. Gizelle Saraiva 1 de março de 2012 23:37

    Brilhante!
    Uma perfeita descrição da máquina manipuladora, que produz pessoas sob medida para serem reprodutoras de um sistema desigual, que ou você se conforma e vira máquina também, como vítima da miséria ou cúmplice na corrupção. Ou extravasa e protesta através da violência. Ou escapa através da loucura e do suicídio.
    Gostei muito, Rolim!

  3. Anchieta Rolim 25 de novembro de 2011 17:35

    Jota de Paiva e Samuel Maciel, obrigado pelos comentários. Abraços!!!

  4. Samuel Maciel 25 de novembro de 2011 10:31

    . . . Rolim, não temos controle de nada, nos resta viver o hoje, o agora, com força . . .

  5. José de Paiva 24 de novembro de 2011 20:43

    Tão forte quanto a máquina de filtrar sangue da industrialização do santo Cristo

  6. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 14:26

    José Saddock, é isso mesmo amigo. Abração!!!

  7. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 14:24

    Luíz, concordo com você meu irmão do Ceará. Obrigado! Em janeiro bateremos aquele papo aqui em São Cristovão.

  8. José Saddock 24 de novembro de 2011 11:10

    Grande Anchieta – a máquina do mundo – o sentimento do mundo – o homem.

    Parabéns – Abraço, amigo.

  9. Luís Catunda 24 de novembro de 2011 11:07

    Muito Legal Anchieta!
    … e essa máquina tem que receber lubrificação dia-a-dia, por nossas atitudes. Se boas, a máquina flui perfeita! Mas se usarmos o óleo do ódio, do rancor … a máquina emperra. PARABÉNS!

  10. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 10:00

    Valeu David, muito obrigado poeta!

  11. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 9:52

    Grande Romana, muito obrigado! Abração!!!

  12. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 9:43

    Obrigado Jarbas, valeu mesmo!!!

  13. David de Medeiros Leite 24 de novembro de 2011 8:00

    Muito bom…
    Parabéns.
    David

  14. Romana Alves Xavier 24 de novembro de 2011 7:25

    Anchieta, belo poema…o homem através da máquina…a máquina da vida!!! Abraços!!!

  15. Jarbas Martins 24 de novembro de 2011 6:50

    Parabéns, Anchieta pelo teu poema.Parabéns, Cláudia, pela citação do teu belo “Esquinas do Mundo”.

  16. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 1:50

    Cláudia, obrigado por tão belo comentário. Beijos!

  17. Anchieta Rolim 24 de novembro de 2011 1:44

    Valeu Jóis, legal que tenhas gostado. Abração!

  18. Cláudia Magalhães 23 de novembro de 2011 18:02

    “Quem é capaz de prever o futuro nessa bola que gira manipulada pelo desconhecido?… A dor é uma enorme saia que veste o mundo, tentando se livrar dela ele gira, gira, gira… e quanto mais ele gira, mais ele revela suas vergonhas” Trecho do livro “Esquina do Mundo”.

    Adorei te ler moço. Lindo, Anchieta! Beijos, querido.

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