A Pequena Tragédia

Quedas de chuva e precipício
Crises de riso e tremedeira
Faca na tez e na manteiga
Sangue fervendo na chaleira

Noites insones na janela
Corpos caindo dos andaimes
Fausto ferido na calçada
Livros calados numa estante

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Cláudia Magalhães 23 de novembro de 2011 20:30

    Quanta beleza nessa tragédia… Ai, ai, Jota, que lindo! Beijos!

  2. Carlos de Souza 12 de outubro de 2011 8:45

    mombaça é um poeta soberbo.sinto orgulho de ter conhecido esse cara.

  3. Danclads Andrade 11 de outubro de 2011 16:36

    Tragédias quotidiárias que a muitos passam despercebidas, mas que um poeta, como tu, as alça em alto-relevo aos olhos alheios. Parabéns.

  4. Jarbas Martins 11 de outubro de 2011 10:26

    dilaceramento faustiano…pequena obra prima, grande Jota.

  5. Nina Rizzi 11 de outubro de 2011 9:29

    e à ela só bastava um sim, como não bastasse a contradição dos sentidos. sim, à essa vidinha pequeno-burguesa que valia tão mais que os dólares a acumular. sim, ela é linda. [notas de spldr]

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