A pergunta sem resposta

Foto: Alberto Leandro/Tribuna do Norte

TC

Sem eu esperar ou pedir a ministra da Cultura Ana de Hollanda esteve na minha agenda por duas vezes na última sexta-feira. Talvez por ela ocupar, com justiça, um lugar de destaque entre as tags deste SP.

Na primeira ocasião, pela manhã, a secretaria de Cultura Isaura Rosado convidou-me para um jantar que seria oferecido naquele mesmo dia à ministra pela governadora, na residência oficial. Eu fiquei de responder depois e passei o resto do dia pensando se ia ou não. Acabei não indo, não me sinto à vontade em ambientes oficiais, independente de quem seja o governo ou as autoridades presentes.

À tarde, já no finalzinho do dia, e com 15 minutos para pensar, o repórter da Tribuna do Norte Yuno Silva pediu-me para enviar uma pergunta para ser apresentada à ministra durante entrevista. A ministra estava em Natal para visitar as obras do teatro de Parnamirim.

Disse-me Yuno que tinha feito o mesmo pedido a outras pessoas da cidade ligadas à cultura. A entrevista não saiu como o esperado e o jornal publicou no outro dia uma matéria sem resposta a maioria das perguntas que foram enviadas (aqui).

A minha foi a seguinte: Ministra: A gestão conservadora e de ruptura que a senhora vem realizando no MinC tem o aval da presidenta Dilma? Trata-se de uma política de governo?

É uma pergunta que eu faria se participasse de uma coletiva ou debate com a ministra. Porque das duas uma, ou a presidenta Dilma respalda as ações da ministra ou não dá a menor importância ao MinC, pouco importando se o Ecad seja fortalecido, a Lei de Direito Autoral volte à estaca zero ou o selo Creative Common sofra boicote.

É possível também que as duas, Dilma e Ana, tenham a mesma visão sobre cultura. O resultado, então, não poderia ser outro senão o retrocesso que estamos amargando.

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