“A poesia e o uso das novas mídias”

NO JORNAL O MOSSOROENSE

Escritores utilizam novas mídias para divulgarem suas produçõesEscritores utilizam novas mídias para divulgarem suas produçõesCom o avanço da tecnologia, surgem a cada dia novas formas de interação, redes de relacionamento que facilitam a troca de informações e conteúdo entre seus usuários. As mídias sociais são um exemplo dessa nova realidade virtual, que estão cada vez mais presentes em cenários como a linguagem poética.

Há espaço para os poetas nas novas mídias? Essa é uma das principais questões que será discutida no bate-papo “A poesia e o uso das novas mídias”, realizado no próximo dia 10 de agosto, dentro da programação da 9ª Feira do Livro de Mossoró (FLM), agendada para o período de 7 a 11 de agosto. Para debater esse assunto foram convidados o jornalista Mario Gerson, a poetisa Camila Paula, ambos integrantes do “Movimento Literário Novos Poetas”; o escritor Lívio Oliveira, ganhador dos Prêmios Othoniel Menezes e Luís Carlos Guimarães, e ainda o cordelista Marcos Medeiros.

“As mídias sociais são um novo paradigma para todos os setores, inclusive as letras. Nós temos acompanhado a inserção de poetas nessa ferramenta buscando divulgar seus trabalhos, e essa plataforma permite uma interação importante entre escritor e público, gerando críticas instantâneas, possibilitando que o poeta se aperfeiçoe cada vez mais”, destaca Lívio Oliveira, autor de seis livros, colaborador do blog Substantivo Plural, e adepto de redes sociais como o Facebook e Twitter, espaços utilizados para a divulgação de sua produção literária.

Essa nova realidade tem feito com que um número cada vez maior de escritores procure se inserir nela, objetivando ampliar o seu o público leitor. “Nós que somos do século passado, temos que nos apropriar dessas novas mídias, não podemos deixar passar essa oportunidade. Eu costumo dizer que a Ágora (praça principal na constituição da pólis, a cidade-Estado na Grécia da Antiguidade clássica) está lotada. Está todo mundo junto”, afirma Lívio Oliveira.

De acordo com o escritor, os poetas precisam estar preparados para fazer parte desse mundo virtual. “Existem prejuízos também, como à pressa na crítica. O poeta pode se deparar, devido à interatividade, com falsos elogios, críticas injustas e desnecessárias, mas é preciso estar preparado para tudo isso”, enfatiza Lívio Oliveira.

A democratização dos meios reinventa a linguagem poética? Questões como essas também serão discutidas durante o bate-papo programado para o dia 10 de agosto na Feira do Livro de Mossoró. “Eu não vejo dessa forma. Eu, por exemplo, utilizo a linguagem tradicional, claro que com algumas adequações às características da internet, como textos mais curtos, com mensagens mais diretas, no estilo Haicai (forma de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade, através de poemas com três linhas), mas não acho que isso seja alterar a estrutura da linguagem poética. Agora é claro que a internet oferece vários recursos que possibilitam, entre outras coisas, a utilização das palavras em movimento”, conclui Lívio Oliveira.

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