A poesia no SP

Temos lido no SP muitas mensagens e comentários sobre a poesia aqui publicada. Algumas daquelas falas são bem humoradas, o humor deve ser valorizado como forma de pensamento. Outras salientam apenas defeitos – poemas e autores ainda imaturos. Há também quem veja a vida cor de rosa – nenhum problema.

É um direito de cada um se manifestar como considerar melhor. Quero valorizar o ato em si de estarmos divulgando poesia aqui.

Sem mencionar nomes, destaco que encontramos, entre os poemas divulgados no SP, alguns de excelente qualidade. Somente isso já justificaria o esforço do blog para manter esse gênero em evidência.

Junto com os poemas excelentes, existem outros bons, que evidenciam o nascimento ou a continuação de talentos.

Entendo que os poemas efetivamente fracos constituem minoria. Mesmo eles, todavia, são oportunidade para discutirmos o que a poesia pode ser e, nesses casos, não está sendo.
Defendo a continuidade dessa política editorial, enriquecida pelo debate crítico franco (sem grosserias) do material apresentado.

Poesia não vive apenas do que foi feito e entronizado. Poesia vive também do risco, da tentativa.

Como em toda tentativa, umas serão bem sucedidas, outras não. Vale a pena.

E prefiro poetas fracos a opressores fortes: os primeiros podem ser apenas esquecidos, os outros produzem males duradouros.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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