“À Procura do Absoluto”

Escaneei três páginas do exemplar raro “À PROCURA DO ABSOLUTO, de Balzac, editado pela “Casa A. Moura”, com dedicatória de Câmara Cascudo. O livro foi colocado à venda por Fernando Monteiro, com o compromisso de dividir o valor meio a meio com a campanha em favor do Sebo Cata Livros, que pegou fogo na quarta-feira. Mais detalhes sobre o livro, que está comigo, aqui

PS. a qualidade das reproduções ficou a desejar porque não disponho de um scanner profissional.

Comentários

Há 9 comentários para esta postagem
  1. João da Mata 23 de fevereiro de 2011 23:24

    O livro no Brasil

    O governo brasileiro distribui milhares de livros para as escolas e bibliotecas públicas. A maioria desses livros são desviados e vendidos nos sebos e as bibliotecas sucateadas

    Estive em Alagoas e comprei “Os Sertões” de Euclides da Cunha por cinco reais. Uma edição bancada pelo governo do estado. Um iniciativa louvável que o nosso estado devia copiar. Editar os grandes clássicos e vender nas bancas de jornais a preços baixos.

    Iniciativas com essa acontecem fora do nosso pais. Chaves fez editar milhares e milhares de ediçoes populares do Quixote e distribuiu gratuitamente.

  2. Oswaldo Ribeiro 23 de fevereiro de 2011 19:19

    Perguntar não ofende( ou se ofender nada posso fazer):

    O livro, caso as dedicatórias fossem verdadeiras, valeria os 980 reais?

  3. Laélio Ferreira 22 de fevereiro de 2011 12:29

    “Seu” Monteiro de Pernambuco:

    Quer dizer que sou analfa? Que – imbecil todo! – ando com a cabeça no fundo do entulho, “seu” Monteiro?
    Não gosta das minhas glosas sacanas, de pés quebrados, “seu” Monteiro?
    Os natalenses são todos otários, “seu” Monteiro?
    Ora bolas, “seu” Monteiro: aquiete-se; tome tenência, vá devagar com o andor, não seja tão ligeiro!
    Laélio Ferreira

  4. João da Mata 22 de fevereiro de 2011 0:26

    Fernando,

    Disse que não comprava livro com carimbo, nao afirmei que o seu valioso exemplar continha algum tipo de carimbo”

    Fui e continuarei sendo um grande cliente e amigo do Cata-Livros.
    Estou doando um lote de livros e fazendo campanha para aquisição de livros

  5. Laélio Ferreira 22 de fevereiro de 2011 0:14

    DÚVIDAS:

    a) Figura 01
    A primeira linha “Luiz da Camara Cascudo” (de 1914 ou de 1916? – datas estas grafadas, claramente, por pessoas diferentes) é, nitidamente, uma assinatura quase infantil, de adolescente, muito diferente do “Luiz da Camara Cascudo” da figura 02, abaixo, datada de 1912. A grafia dos caracteres do período “oferece á Orlando Monteiro” não corresponde à grafia do “Luis da Camara Cascudo” e tampouco à da segunda data “11/7/916”. Trata-se, parece, estilo de adulto, muito caprichado – gente que praticou Caligrafia (notar o acabamento no “O” inicial de “Orlando” e do “M” de “Monteiro);

    b) Figura 02
    O “Luiz da Camara Cascudo” (e todo o texto da dedicatória), com data de 1912, aqui grafado é infinitamente diferente daquele da figura 01. Denota maior equilíbrio do escrevente, mais maturidade e coerência nos traços – EMBORA datado de DOIS OU QUATRO ANOS ANTES !!!

    E agora, José?

  6. Fernando Monteiro 21 de fevereiro de 2011 23:45

    Caro senhor Laélio Ferreira: O SENHOR resolveu ajudar o Sebo Cata Livros com o QUÊ (meio a meio, inteiro, parcialmente, totalmente etc)?… Faltou o insigne intelectual esclarecer — se possível com todos os detalhes verborrágicos que são do seu, digamos, “istilo” [assim mesmo, com “i”]…

    João da Mata: O exemplar não tem carimbo algum “de biblioteca”, meu caro. Só as duas assinaturas do muito jovem Cascudo (respectivamente de 1914 e de 1916).

    Lívio Oliveira: O livro não se encontra comigo. Está com o nosso Tácito Costa. Ele é que poderá dizer-lhe se já foi vendido ou não. Em caso positivo. Jácio e Vera receberão R$ 490,00. Não é uma fortuna, mas sempre ajuda, não é mesmo? E a explicação “tranquila” — obrigado — que eu tenho para “os fifty/fifty”, conforme vc poliglotamente escreveu, é a seguinte:
    Eu não nasci em Natal (infelizmente), nunca frequentei o Sebo Cata Livros (o que lamento, sinceramente) e não fui o responsável pelo incêndio que o reduziu a cinzas (o que lamento mais ainda, é claro).
    Fui tão somente o doador da primeira ajuda CONCRETA que apareceu, no Substantivo Plural, em favor do estabelecimento comercial-cultural natalense sinistrado na semana passada.
    Eu gostaria de ajudar com mais, porém há uma limitação financeira na vida de um escritor como eu, que vive dos seus escritos etc.
    Não tenho emprego municipal, estadual ou federal (mas, vivo relativamente bem, da minha caneta, isto é, produzindo livros e textos para jornais, revistas e outras publicações nacionais).
    Peço eventual desculpa ao Jácio e à Vera, do Sebo Cata Livros [e não ao desagradável Senhor Laélio — e seus costumeiros versos de maledicências espalhados em sites alheios etc], se, acaso, eu involuntariamente os ofendi com o meu oferecimento de metade do valor do livro posto à venda com a finalidade de ajudá-los, na triste situação de perda total ocorrida etc etc.
    PS:
    Há três anos, tive o prazer de doar à Natal — precisamente à Biblioteca do Parque da Cidade de Natal “Dom NIvaldo Monte” — um lote de livros raríssimos, que foram “de fundamental importância para o enriquecimento do nosso acervo”, conforme o ofício circular nº 033/08 – GS/SEMURB, assinado por Ana Míriam Machado da Silva Freitas, secretária Adjunta da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Urbanismo da Prefeitura de Natal.
    Tal lote incluía, inclusiive, uma plaquete editada pelos estudantes da Universidade de Coimbra, por ocasião da morte de Guerra Junqueiro, plaquete esta que os universitários coimbrãos fizeram questão que fosse de UM SÓ EXEMPLAR. Razão porque, bibliograficamente, trata-se de algo de preço incalculável, amigo Livio. Eu tive o prazer de doar essa plaquete — realmente ú-n-i-ca — à Biblioteca do Parque da Cidade, dentre outros livros igualmente raros, pelo mesmo impulso que me levou, agora, a oferecer o que eu pude oferecer ao Sebo Cata Livros.
    Certamente, o Senhor Laélio, naquela ocasião, deve ter doado, à mesma Biblioteca, algo bem mais valioso: os seus versos de pé quebrado impressos em impressora de computador.

  7. Lívio Oliveira 20 de fevereiro de 2011 12:51

    Também fiquei com essa dúvida dos “fifty/fifty”, Laélio. Mas, sei que Monteiro deve ter uma tranquila explicação.
    De qualquer sorte, caro Monteiro, toda ajuda a Jácio e Vera será bem aceita. Já conseguiu vender o livro?

  8. João da Mata 20 de fevereiro de 2011 12:28

    Monteiro: esse Monteiro da dedicatória é seu parente?

    Logo que comecei a frequentar os sebos e encontrava algum livro com aquela dedicatóra Luis da C. Cascudo…não comprava. O livro, para mim, estava mutilado ou marcado. Só depois soube da importancia das dedicatórias.

    Outra coisa, não compro livros com carimbos de bibliotecas. Vejo muitos livros assim em sebos daqui e alhures.

  9. Laélio Ferreira 19 de fevereiro de 2011 23:21

    Por que, na oportunidade de uma tragèdia, esse “meio a meio”, Tácito?
    Entendi (epa!) que o Fernando Monteiro só ajudará Jácio e Vera se receber cincoenta por cento do valor do livro!
    Ora bolas!

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