A reação conservadora

A reação começou e foi bem articulada. No sábado, O Globo entrevistou o presidente da Funarte, Antônio Agassi (aqui) e no domingo foi a vez da ministra do MinC Ana de Hollanda (aqui), no Estadão, com reforço de Caetano Veloso em O Globo.

Parece-me que os campos estão, mais uma vez, claramente delimitados, a blogosfera e redes sociais, novamente assumindo uma postura progressista, olhando para o futuro, e o ministério e a grande imprensa e os velhos músicos querendo parar a marcha do tempo.

Quem ainda tinha alguma dúvida da guinada conservadora do MinC, respaldada pela presidenta Dilma, Ecad, governo dos EUA, Estadão, O Globo e Cia., depois do encontro da ministra com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, durante a passagem de Obama pelo Brasil, não tem mais nenhuma. Só se for ingênuo ou cego.

A essa altura, depois dos retrocessos patrocinados pela ministra (boicote ao CC e revisão da Lei do Direito Autoral) eu acredito que essas ações são de governo e não de um ministério isoladamente. Se Ana de Hollanda não contasse com respaldo do Palácio do Planalto não teria ido tão longe.

Lastimável, para dizer o mínimo.

TC

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