A Rede Social – um filme mediano

Tudo indica que o filme “A Rede Social”, em cartaz no Cinemark, ganhará alguns Oscars (aqui). Não teria o meu voto em nenhuma categoria. Assisti ontem. Na minha opinião, é um filme mediano. Dei uma olhada pela internet e constatei que a crítica se dividiu. Vai do entusiasmo à decepção. Então, como sempre, o melhor é você conferir e tirar suas próprias conclusões.

Acho que o diretor, David Fincher, que tem bons filmes na bagagem (Seven. O Clube da Luta), fez o que pode. Se o tema não fosse tão atual e não fizesse parte da vida de milhões de pessoas, talvez não despertasse tanto interesse.

O filme conta a história da criação da rede social Facebook por Mark Zuckerberg, a essa altura elevado a um dos mitos da internet. O ritmo narrativo é frenético, o que provoca alguma dificuldade em acompanhar a história, principalmente, em dinossauros como eu.

Revela as jogadas pouco ortodoxas de Zuckerberg, que rouba a idéia do projeto e depois passa a perna nos sócios. A imagem que o filme passa de Zuckeman é de um cara diferente socialmente, um nerd, meio esquisitão, com dificuldades em se relacionar com as mulheres (prestem atenção na foto aí em cima). O que pode não ser totalmente verdade, o filme é baseado, em parte, no livro “Os Bilionários Acidentais”, de Ben Mezrich.

Mais abaixo tem um post, dizendo que o filme é sobre mobilidade social. É uma leitura possível. Mas, uma mobilidade social a todo custo.

Lembrei-me de Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson, este sim um grande filme, em que vemos do que é capaz o tal self made man norte-americano. Ambos tratam de precursores, empreendedores que fazem de tudo para alcançar seus objetivos.

Curioso é que durante a exibição a platéia ria em alguns momentos. Eu não vi motivo para isso em nenhum instante, mas não sou parâmetro para nada, sempre me vejo como um peixe fora d’água na maioria das sessões de cinema – e comilança – do shopping. (TC)

Mais sobre o filme: aqui

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Fernando Monteiro 7 de dezembro de 2010 23:26

    PS do PS: ISSO também é (filtrar) redes de amizades sociais pelo mau (ou bom) gosto…

  2. Fernando Monteiro 7 de dezembro de 2010 22:34

    PS:
    Esse camarada, com o filmeco dele, até que me ofereceu uma ferramentazinha ainda mais legal do que o Facebook.
    De hoje por diante, para tentar filtrar as (más) amizades, a primeira coisa que eu vou perguntar, a um cara ou a uma carinha, é “se gostaram de A Rede Social”…
    Em caso de resposta positiva, eu saio discretamente.

  3. Fernando Monteiro 7 de dezembro de 2010 22:14

    Gente, “A Rede Social” não chega, sequer, a ser UM FILME – se for analisado direitinho. Isso não significa que eu saiba o que diabo é aquilo.
    Só sei que NÃO é um filme, não interessa a ninguém, poucas vezes uma pessoa normal terá a chance de ficar tão indiferente à porra nenhuma que está se passando numa tela…
    Eu saí do multiplex — para cair na loucura dos shoppings redundantemente natalinos etc — com a plena certeza de que um cara só faz um filme como “A Rede” quando ele não tem mais nada para filmar. NADA mesmo.

  4. Nicolau 7 de dezembro de 2010 21:14

    Achei um pouco longo e talvez tecnicista demais para leigos. Mas tirando isso, considero um bom filme, talvez porque sou da área. Ótimos atores, direção… Não me recordo de filmes que poderiam tirar o Oscar de “A Rede Social” esse ano.

    • Tácito Costa 7 de dezembro de 2010 21:41

      Ei Nicolau, ia falar isso também, que se estende demais, mas acabei não me referindo a isso.

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