A respeito da Revista Ginga

Iria enviar um imeio a cada repórter e colaborador da revista cultural Ginga para explicar as intenções da nova administração da Funcarte com o projeto. Acontece que a publicação é um bem cultural de interesse do natalense. Acho plausível repassar as informações dadas pelo adjunto da Capitania, Gustavo Wanderley, publicamente.

Segundo Gustavo, a prioridade da nova gestão é o pagamento de três meses da folha salarial da instituição. Todos os projetos culturais pendentes estão em análise. Foi verificado que muitos, como a própria revista, foram elaborados sem abertura de processo administrativo e tudo será refeito.

Uma fonte havia me informado que o presidente Rodrigues Neto teria dito que mudaria o nome e o editor da publicação. Segundo Gustavo, o “boato” não procede. A intenção do presdiente é manter todos os projetos. Espero que sim. Não por mim, mas por uma equipe de cerca de 20 pessoas que já trabalhou nela e alguns que continuarão em atividade para finalizar o projeto, como o editor e os diagramadores.

Também levemos em conta o respeito às fontes entrevistadas, além dos custos financeiro e de tempo dispensados, não só da Funcarte, como dos próprios repórteres e colaboradores. Alguns elaboraram matérias de 10 laudas. Seria uma total falta de ética, respeito e responsabilidade eliminar um projeto praticamente pronto.

No entanto, a data marcada para a publicação – 26 de novembro – foi reaprazada. Gustavo preferiu não agendar nada. Dezembro, janeiro… Não sei. E nem ele. Vai depender de verba e dos entraves burocráticos. Ou seja: vai demorar.

Por isso quero deixar repórteres, colunista e colaboradores à vontade para venderem seus textos como desejarem. O cenário atual é o relatado acima. Quem preferir esperar, acreditar no projeto, paciência. Quem preferir outro meio, tudo bem. Irei substituir os textos conforme a desistência do repórter.

A única matéria proibida de “venda livre” é a minha, conforme combinado com meu entrevistado: François Silvestre. O próprio contista Pedro Lucas já se antecipou e publicou seu conto no blog de Jairo Lima. Um dos repórteres já afirmou que irá aproveitar em um jornal impresso. Outro colaborador, Chico Guedes, talvez procure outra publicação…

Lamento por vocês e por mim o adiamento, sem a certeza desejada de que realmente será publicada. Minha opinião é de que sai. Acredito nisso. A esperança – o ópio do brasileiro – é a última que morre. Temos o exemplo do texto do Auto de Natal, sumariamente substituído. Ninguém me garante – nem mesmo Gustavo – que o mesmo poderá se repetir. Só resta esperar.

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