A SAGA

Sentado num resto de casa
Ele vê o que a vida foi
Sertão queimando em brasa
A natureza lhe impôs.

Conflitos e incertezas
Habitaram sua cabeça
E o que ele vê
É só tristeza.

Olhando para o céu
À procura de um Senhor
Ser Divino e Onipotente
Porque pra mim nunca olhou.

Os olhos banhados em lágrimas
Castigam-lhe o coração e o homem desesperado
Não encontra solução
Se atira de um penhasco, vai com Deus, pobre cristão.

Conflitos e incertezas
Já não estão na sua cabeça
Pra quem ficou é só tristeza
Conflitos e incertezas.

Meu Deus, que sina é essa
Para o povo do sertão?
São homens e mulheres vivendo em comunhão
Para que tanto sofrer se o que eles querem é só viver!

Mande um pouco de bonança
Ao invés de esperança
Mande água bem limpinha
Pra encher suas quartinhas.

E não precisam
Agradecer
Pois fazem
Por merecer.

Eu espero que esse pranto, não tenha sido em vão
E que toque o coração dos homens dessa nação
Que já ganharam uma dinheirama com tanta humilhação
Que já ganharam muita grana e não precisam disso não.

Que me desculpem a franqueza
Mais eu detesto a nobreza
Que me desculpem a franqueza
Mais eu desprezo a realeza.

E me desculpem a franqueza
Mais são vocês que fazem a pobreza
Conflitos e incertezas estão postos sobre a mesa
E o que se vê é só tristeza.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 3 comentários para esta postagem
  1. Ranne 22 de fevereiro de 2012 13:11

    Primeira coisa que vejo sua nesse sentido viu seu moço…bom,bom,bom demais!

  2. Georja Queiroz 21 de agosto de 2011 18:00

    Muito bom, protestando como sempre… Continue assim.

  3. Rosinha Tavares 21 de agosto de 2011 17:57

    Gosto muito de Anchieta Rolim, quando ele pinta, desenha e faz suas loucas esculturas e agora lá vem ele escrevendo.

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