A sobrevaloração de Julio Cortázar no Brasil

Artigo de Idelber Avelar.

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Imagine um hipotético doutorando argentino apresentando na Universidade de Buenos Aires um projeto de tese que comparasse as obras musicais de É O Tchan e Pixinguinha. Certamente esse hipotético estudante seria considerado um doido varrido ou desavisado por qualquer brasileiro com um mínimo conhecimento da nossa música. Isso não quer dizer, claro, que É O Tchan não tenha valor. Tem, e muito, dentro do seu contexto. Mas, jogando-o numa comparação com Pixinguinha, você provavelmente perde a chance de dizer algo relevante sobre qualquer um dos dois.

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Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 6 comentários para esta postagem
  1. carito 26 de fevereiro de 2012 10:41

    …eu fico a milhas de distância: na infância! por isso não peço perdão pelo trocadilho: o problema é quando se perde a adol’essência! cortázar by antonioni: blow up na cara dos caretas! salve nina & jarbas & leminski! yardbirds na cabeça!

  2. Nina Rizzi 25 de fevereiro de 2012 21:52

    E daí que eu espero que nunca acabe essa adolescência.

    “quando eu tiver setenta anos
    então vai acabar esta minha adolescência

    vou largar da vida louca
    e terminar minha livre docência

    vou fazer o que meu pai quer
    começar a vida com passo perfeito

    vou fazer o que minha mãe deseja
    aproveitar as oportunidades
    de virar um pilar da sociedade
    e terminar meu curso de direito

    então ver tudo em sã consciência
    quando acabar esta adolescência”
    – paulo lemisnki

    mas ó, tô me segurando pra não fazer piada: não sabem nada esses hermanos.. rsrs…

  3. Jarbas Martins 25 de fevereiro de 2012 21:51

    Fala, meu amigo Horácio Oliveira.

  4. João da Mata 25 de fevereiro de 2012 17:35

    pqp. Tácito. Pare ai q eu quero saltar. Outra grande bobagem foi dita ( sabe Deus com base em quê! ). Pq nao param de escrever merda. Cortazar, literatura infantil !.
    O homem q me ensinou a aprender sobre o humano. Grande contista. Grande perquiridor da vida. Seus livros fizeram a cabeça da minha geração. O Maravilhoso “o Jogo de Amarelinha” que ainda hoje leio. O belo” Histórias de Cronópios e de famas. E os contos maravilhosos de Todos os fogos o fogo, etc

    “como os escribas continuarão, os poucos leitores q no mundo havia vão mudar de profissão e adotar tb a de escriba” HCF.

  5. Cassionei Petry 25 de fevereiro de 2012 17:16

    Quem dera se os adolescentes lessem o Cortázar. Acho que o Idelber é uma personagem cortazariana.

  6. Jarbas Martins 25 de fevereiro de 2012 17:00

    Sim, Cortázar é um escritor para adolescentes. E daí ?

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