A sós

sós

Ávida
… A vida,
Café quentinho,
Batata-doce,
Manhã…
O piar
Dos pássaros,
Uma vontade mansa…
De ficar… Nos lençóis.
Manhãs;
Frescas manhãs…
Sem sóis,
A sós,
.
.
.
“Comigo”.
(Ednar Andrade)

Comentários

Há 8 comentários para esta postagem
  1. Alfredo Araujo 8 de maio de 2011 10:13

    Ah! Que sensação diferente senti: Um misto de angústia com esperança…
    Aquelas “coisas” que só o poeta desperta e o sentimento poético explica.

    10, nota 10 para você, Ednar.

  2. Ednar Andrade 26 de abril de 2011 19:05

    Poliana,

    As sensações são autênticas.

    Hoje, realmente acordei indisposta. Uma vontade de permanecer nos lençóis quentes, aconchegantes, socorreu-me a manhã.

    E depois de um café bem nordestino, bem brejeiro disse, apenas, o que vivo.

    A sós

    Ávida
    … A vida,
    Café quentinho,
    Batata-doce,
    Manhã…
    O piar
    Dos pássaros,
    Uma vontade mansa…
    De ficar… Nos lençóis.
    Manhãs;
    Frescas manhãs…
    Sem sóis,
    A sós,
    .
    .
    .
    “Comigo”.
    (Ednar Andrade).

    Um beijo.

    Volte sempre.

  3. Ednar Andrade 26 de abril de 2011 19:01

    Da Mata, meu amigo, meu poeta, vale a verdade de cada um: lenços ou lençóis; se for lençóis, me aqueço, se forem lenços, choro…

    As fotos são a transposição do que vivo neste instante. Calma, silêncios, necessários silêncios, benditos silêncios e silenciares.

    A poesia é a minha verdade. Creia sempre no que falo, no que digo, no que transponho. Às vezes e tantas vezes, a sós não estamos sós, não é verdade?
    E nem sempre estar só seja solidão. É ricamente estar consigo.

    Um beijo, querido.

    Se eu, por acaso, colorir de verde o cinza do dia, esta é a minha verdade.

    Beijos.

    PS: não nos afastaremos.

  4. Ednar Andrade 26 de abril de 2011 18:50

    Anne, quem me conhece sabe quem sou.

    Um beijo, amiga.

    É urgente dar um abraço.

  5. Ednar Andrade 26 de abril de 2011 18:39

    Então fica, Anne. Você sabe que basta dizer o que sente, que basta olhar o cenário que a realidade mostra a cada manhã, a cada anoitecer.

    E… Bem, se faço preciosamente bem, é porque me é precioso valorizar o que realmente tem valor.

    Vivemos num mundo onde o machismo ainda ergue uma bandeira que eles pensam ser forte. Mas, a fragilidade, o carinho, o perfume, as cores e, porque não dizer, o amor ainda acaba, destrói a guerra masculina.

    Rs…

    Parece-me que o mundo sempre precisará e precisa da sutileza da mulher para pensar na paz.

    Anne, um beijo amiga lilás.

  6. Anne Guimarães 26 de abril de 2011 17:53

    Ai que vontade de ficar nesse cenário!
    Sua poesia, sempre lúdica-cotidiana me enche o dia de amor
    cada vez que abro o SP.
    Lembrei de um verso de uma canção de Maria Gadu que diz:
    ” me ensina a solidão de ser só dois “.
    Ednar, minha amiga anil…
    É lindo descobrir que a a vida vale tanto pelo correr das palavras
    e isso voê faz tão preciosamente bem.
    Beijos n’alma.
    🙂

  7. João da Mata 26 de abril de 2011 10:13

    Ednar, querida

    Lenços a sós combina muito querida
    Obrigado pela beleza em dias cinzos
    Suas fotos como sua poesia não sei o que é mais lindo.
    “Não nos afastemos …”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo